quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Hoje te escrevi um poema

Hoje te escrevi um poema

Em mim havia um amontoado de palavras, as ordenei,
Cuidadosamente uma a uma mostrei seu lugar devido.
Apresentava tanto sentimento bom que eu até chorei
Mas foi de ledice, nada em minha essência era sofrido.

Não era de amor, só para quem sabe ler as entrelinhas
Mas estava escancarado em uma escorrência tão doce
Pus verdades com toda seiva que nem pareciam minhas
Ao lê-lo senti que cada letra era como se o amor fosse.

Não precisei tomar café, nenhum outro tipo de bebida
Estava embriagada em um transporte de livre emoção
E nem mesmo o barulho bloqueou a minha sensação.

Hoje te escrevi um poema, e foi um tempo tão singular
Escrito simples, mas tinha todo requinte de sentimento.
Meu eu te imprimiu versos, do dia o melhor momento.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 26/02/14


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Culpada


Culpada

E um dedo de prosa sentado à mesa
Ouvindo o pensamento em emoção
Ardem nos olhos saudade e tristeza
Tanto gole de acelerada imaginação.

Então cheira a fumaça da lembrança
Misturada a um perfume de saudade
E tudo está ébrio retido em herança
Trago de mentira, sorvo de verdade.

Entornada na transparência do vidro
A cachaça no copo sem saber nada
Torna-se cúmplice na fria madrugada.

Tontos versos em desordem vagueiam
Perdem-se nas ruas e em meio a praça
Embriagados; e a culpa é da cachaça!

ღRaquel Ordonesღ .
Uberlândia MG 25/02/14

domingo, 23 de fevereiro de 2014

A propriedade da arte

A propriedade da arte

Qualidades são evidentes
Porque o processo se fez
Resultam finais atraentes
E como se tatuasse a tez!

E objetiva-se a perfeição
Um requinte não vivente
Transporta-se imaginação
É fruto de alma candente.

Arte sentida, arte visória.
Cena que o amor maneja
Balé onde o esmero esteja.

Amar é a arte desenhada
É na alma linda escultura
É galeria de envergadura.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 23/02/14


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Diariamente

Diariamente

E diariamente penso em ti em cada minuto
No despertar, no espreguiçar, até no banho
Ao comer a gelatina, até no momento “puto”
Em minha forma natural e no jeito estranho.

Penso em ti em todos os momentos da hora
Na mesa do almoço, na rua, todos os lugares
Penso em ti quando chego ou se vou embora
Penso, penso de pé no chão voejo pelos ares.

Penso em ti ontem, e penso em ti no amanhã
No céu que estabeleci; para ti fiz um pedestal
O meu pensamento é tamanho e acho normal.

Diariamente penso em ti em todos os tempos
Presente é futuro em um pretérito tão perfeito
Doei-me ao pensar, penso em ti, não tem jeito.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 19/02/14

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Amor é divinal

Amor é divinal

E o verdadeiro amor é mesmo santo
E às vezes a pessoa acha que o sente
Espalha sem noção por todo o canto
Quase sempre é sabedor, mas mente.

E no primeiro obstáculo vira as costas
Pula fora sem dar nenhuma satisfação
Depois de jurar paixão de mãos postas
Dá boca para fora sem muita emoção.

Pudores inúteis; não precisa palavras
É algo só sentido, pela ação se revela
É a sensação exata que a alma anela.

Amor é além-humano; lavras de anjos
Um sentimento isento de qualquer dor
E se a origina; creia: jamais foi o amor.


ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 15/02/14


Eu queria...

Eu queria...

Alguém: que minha essência enxergasse
Não me julgasse, nem apontasse o dedo.
Nem em pensamento me desvalorizasse
Alguém que não invadisse meu segredo.

Queria alguém que sem títulos me visse
Não enxergasse em mim bens materiais
Alguém sem cobrança, que nada pedisse
Diferente e juntos pudéssemos ser iguais.

Queria alguém que me desse de presente
Um papel de bala com o nozinho ao meio
Um bilhete no guardanapo; fora o e-mail.

Queria alguém com verdade, sem enleio.
Que fizesse do simples caminho, paraíso.
Que extraísse da minha lágrima: sorriso!

Raquel Ordones
Uberlândia MG 15/02/14


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Fim de tarde


Fim de tarde

“O sol do fim de tarde desce
Pouco aquece
Em tudo sopra uma saudade morna
Recolho o que fiz no dia nas gavetas de mim
fecho a porta da noite
O amanhã é uma sequência!”


ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 12/02/14

sábado, 8 de fevereiro de 2014

E essa saudade...

E essa saudade...

E essa saudade que traz de ontem pedaços
Ou até mesmo o inteiro propriamente dito
E dá até para sentir os sabores dos abraços
E que virá também no amanhã, eu acredito.

E essa saudade que se revela fragmentada
Ou em sua totalidade que a alma até sente
E por vezes barulhenta e até mesmo calada
Nunca inventada: a saudade jamais mente.

E essa saudade que pinta o passado logo ali
Pinta o passado mais distante da mesma cor
E essa saudade que faz retrospecto de calor.

E essa saudade que em nosso cerne reprisa
É um ontem bom que está ancorado em nós
Passados coevos que nunca nos deixam sós.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 08/02/14


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

E arde

E arde

E esbraseia na tez, toca a alma
Nada acalma a não ser o toque
Os lábios, os corpos e o desejo
E nas sensações o vento grita.

Sopra, e só aumenta a chama
Labaredas roçam tão quentes
E queima: queima o encontro
É dueto de línguas em poesia.

Arde com frisson, querer mais
Peles se esfregam e se trocam
E há chama que sempre chama.

Queima por toda parte, é arte
Arteiros em entregas ao fogo
Incêndio que se alastra em nós.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 03/02/14


sábado, 25 de janeiro de 2014

Grito

Grito

Gritei com a alma
A distância te escondeu
A saudade tomou conta!

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 25/01/14

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Eu


Eu 

Era uma vez em um tempo distante
Uma menina que de pé descalço andou
Na fazenda um riozinho com carinho o esfriava
Calçou a estrada da vida às vezes doía o pé 
Mas era preciso seguir, na mata urbana se embrenhou.
Cresceu deixando seu rastro por todo lugar que andou
Transformou “feliz” em verbo e foi tudo o que sonhou!
E a menina ainda vive...

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 21/01/14

Só não veio você


Só não veio você

Veio a noite e veio a manhã novamente
O tempo não parou sequer um segundo
E veio o sol com seu o brilho envolvente
Veio a tarde em tom lilás e tão profundo.

A flor se pôs a abrir, o sol outra vez se pôs
A estrela se acendeu a vinda da musa lua
E o seu brilhantismo ela não se contrapôs
E a assistiu alcançar com seu abraço a rua.

O poeta se inspirou, de saudade escreveu
E entornou toda a sua essência no papel
E veio a poesia; a caneta pintou um céu.

Veio até o desejo que gritou pelos poros 
E veio o amor, e eu nem sei mais o quê
Enfim, veio quase tudo, só não veio você.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 

Pensando em você


Pensando em você

E me peguei assim, me senti tão patética
Você por todo meu ser e meus contornos
Tão presente de sentimento, sem estética
E eu em sua vida muito mais que adornos.

Era de uma verdade gritante o sentimento
Olhos nos olhos se liam e sem um segredo
E nos lábios desde sempre o consentimento
Roçaram-se: em entrega cabal e sem medo.

E minha imaginação se fazia quase perfeita
E tudo que eu sentia, nela então depositava
Só não tinha você, isso era o que me faltava.

De olhos fechados, na mente uma exibição
Do seu carinho, do seu querer, sua imagem
Tão sentido e é certo que não foi miragem.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 

A razão do meu amor

A razão do meu amor

E o motivo do meu amor é um só
Misturado a todos os sentimentos
A saudade chega sem qualquer dó
Pertence meu ser arrebatamentos.

E o motivo do meu amor é singular
Plural de sensações; e a alma canta
Ora horizontal e ora perpendicular
E ora transversal e não me espanta.

O motivo do meu amor é simples
Ouvir seu verbo que espirra afeto
Tragar seu cheiro, seu abraço: teto.

O motivo do meu amor é incrível
Uma coisa que em mim é ardência
E o pé desse amor é sua existência.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 

Saudade

Saudade

É um aperto tão bom; é uma delicia
Falta algo, mas está dentro da gente
É uma coisa que no cerne faz carícia
Flui na alma, no corpo e é tão quente.

Coser de coisas boas que se deparam
Acontecidas ou da nossa imaginação
São nós laçados; em nós se amarram
É ausente falta; presente no coração.

Saudades é encontro de dois inteiros
Onde uma parte física se faz distante
E é um gritar pela presença constante.

Saudade é coisa invisível, tão tocante
É o roçar na pétala por um jardineiro
Presença afastada de jeito verdadeiro.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 

Indomado

Indomado

O amor quando entra na arena
As luzes da mesma se acendem
Ora holofotes, às vezes amena
Nada e ninguém as entendem.

E indomado é esse sentimento
Duela com o que tiver de mau
Poe para correr ressentimento
Sobre qualquer coisa é triunfal.

Dimana por todos os arredores
De espada e escudo: guerreiro
E amor é o gladiador primeiro.

E só não doma o imo do poeta  
Pois esse com amor se explode
Indomado poeta que tudo pode!

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 22/01/14


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Na cidade de mim

Na cidade de mim

E te vi deslizando pelas cidades de mim
E até pelas costas te reconheci, virando
E no canteiro do meu ser era um jasmim
No meio-fio do imo te percebi sentando.

Lá na esquina da alma te vi em andança
Na calçada varrendo folhas de saudades
Na rua de minha essência fizeste dança
E tuas luzes em mim fizeram claridades.

Construíste uma avenida em minha rua
Quarteirões do sentimento se dilataram
As  praças de minha tez se encresparam.

E nos bares do desejo te bebi com calma
Em quereres acesos feito luzes de bordéis
Sonhei-te cinco estrelas em meus hotéis.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 19/01/14


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Erupção de mim

Erupção de mim

Surge uma força de dentro, nem sei onde estava
Talvez na gaveta de mim; até então adormecida
E quem sabe essa lava eu já nem mais esperava
E eu  não sei por que ela já nem mais se acendia.

E a febre das minhas mãos o  seu corpo procura
E um cheiro tão quente dissemina e foge da tez
Um doído anseio de gosto bom me leva a altura
E a vontade surge, surge de novo, mais uma vez.

E os poros irrompem em escorrência e frêmitos
Estonteante apetite que abocanha corpo e alma
Possui seu processo, antes disso nada o acalma

E é quente a sede de beijos e a fome dos corpos
Uma culminância de um sentir que nada explica
Então escorre de tez para tez, passa, e tudo fica.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 16/01/14


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Boca


Boca

Boca perfumada não é o suficiente
É preciso que faça jus ao perfume
E que não fira de forma candente
Mas o verbo proferido exale lume.

A boca perfumada por si não basta
Que a mordida seja assim tão leve
E dos lábios projete a risada vasta
Hesitar do gosto ninguém se atreve.

Boca perfumada e palavra de afeto
Beijo trazido da alma carícia quente
E do seu céu é algo mais envolvente.

Da boca perfumada, seu roçar é tudo
Causa passeios de tirar o pé do chão
Da boca perfumada pulsa excitação.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 14/01/14


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Verde e pétalas

Verde e pétalas

No começo um vermelho, talvez um perigo
Não acarretava tanto mau, mas incomodava.
Não me oferecia nada, não sentia um abrigo
E as palavras nada somavam, e eu duvidava.

O tempo descoloriu esse rubro e o desnudou
E tornou-se um amarelo, me propus à espera.
Com o pé-atrás, foi isso que o mundo ensinou
E vi indícios da ida do inverno, vi a primavera.

E de repente tudo me pareceu verde, eu flori.
Passei a enxergar as pétalas que me ofertava
Pude entender que desde sempre me amava.

E foi nesse semáforo de vida que eu entendi
Receio rubro é breco e dosado se faz clarão
Na espera amareleci; agora é verde coração.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 09/01/14


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Acordei e fiquei assim

Acordei e fiquei assim

Os raios do sol golpeavam com insistência a janela
Com o silêncio da batida meus olhos espreguiçaram 
Estiquei o corpo como se virasse a esquina da viela
E alguns quereres pela minha tez se manifestaram.

E era você ali o tempo todo em meus pensamentos
Acho que não! Era por todo meu ser, cabelos e pé
Era quase sentido seu cheiro, trazido pelos ventos
E então quis degustar a sua carne na mesa do café.

Sobre a mesa o seu doce, era gosto em sobremesa
No balcão do almoço, de você eu ainda tinha fome
Meu prato favorito, que de vontades me consome.

E o meu anseio no meio da tarde se fazia mais forte
E na verdade protestava em mim... O tempo inteiro
É noite, o jantar já se foi; E de mim agora é posseiro!

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 05/01/14

domingo, 29 de dezembro de 2013

Guarde-me em tua chuva

Guarde-me em tua chuva

Quero os teus pingos, cause-me chuva
Umedeça-me por quereres  gigantes
Ajeite-se e se vista em mim feito luva
Garoe- se em desejo em todos instantes.

Escorra em mim enxurradas pela pele
E irriga-me de ti; tuas vontades e boca
Lave minha alma, corpo: aqueça e gele
E em gotas de arrepios faça-me louca.

Sorva as minhas gotas e chova em mim
E me faça dilúvio de anseios que goteja
Acaricie-me ao vento e então me beija.

E guarde-me na proteção de teu amor
Abrace-me, embale-me na úmida brisa
Sinto-te em pluviosidade que me alisa.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 29/12/13


quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Não sei muito de você


Não sei muito de você

É... E de você eu sei muito pouco
Mora longe e mora dentro de mim.
Sei da sua sanidade e do lado louco
Às vezes flor de cactos, ora jasmim.

E assisto você de longe e é tão perto
Sinto um calor tremendo em seu “oi”
E às vezes para mim de braço aberto
Ora nada entendo, nem sei o que foi.

Deixo você à vontade e em liberdade
Isento a cobrança, do seu jeito aceito
Quero do seu carinho fazer meu leito.

Não sei quase nada de você e é muito
É o suficiente para lhe querer tão bem
Não sei muito, não troco por ninguém.

ღRaquel Ordonesღ .
Uberlândia MG 26/12/13

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Medo de amar

Medo de amar

E de repente alguma coisa entra na gente
Não se sabe por onde, o corpo todo atinge.
É uma mistura com frio, de repente quente.
É um tanto que se demonstra, jamais finge.

O sol, a lua, as estrela, o ar entram em nós
E de repente a sensação é de uma baderna
Um medo invade querendo fazer disso pós
Mas nada, o amor abarca, explode, hiberna.

E o medo, coitado! Só tem o nome de medo
Porque o amor aos poucos o incumbe ceder
E de repente o semblante derrama em ledo.

O medo de amar arrisca existir e logo morre
É uma força em covardia que não se aguenta
E é sempre asfixiado quando o amor escorre.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 16/12/13
http://raquelordonesemgotas.blogspot.com.br/

domingo, 15 de dezembro de 2013

Eu desejo

Eu desejo

Desejo chuva nos nossos quintais
Lua flicts e estrelas no nosso céu
Roupa alvejada em nossos varais
Olhos para enxergar além do véu.

Tragamos com o verbo, afinidade.
Que tenhamos de posse boa ação
E profiramos somente a verdade
Que a boca seja porte do coração.

Desejo o toque que traz o arrepio
E sonhos bons se façam presentes
E desejo amores e beijos quentes.

Desejo força, fé e pés para seguir.
E em oração a Deus, mão erguida
Anseio poesia e cura para a ferida.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 15/12/13


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Junto de ti

Junto de ti

Quero me aproximar bem perto de ti
A ponto de ouvir do silêncio a sua voz
Mesmo distante que esteja bem aqui
Que o meu e o seu eu, diluam em nós.

Que em cada palavra o sentir eu sinta
E que foraja a ilusão que a dúvida cria
Que a expectativa não é como se pinta
Não a permita demudar para uma azia.

Em teu rosto percebo a tez do carinho
Em teus cabelos eu sinto que há beijo
Em qualquer lugar há chispo de desejo.

Junto de ti é esse o espaço que quero
Nele caibo com a exatidão de entrega
Lá o nada é tudo, é onde o amor prega.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 11/12/13


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Metaforicamente: o amor

Metaforicamente: o amor

E assim vejo e sinto o amor em seu alargamento
Feito mar azul; ora verde, ao alcance: esperança.
Em ondas brandas ou em fortes feitas pelo vento
Nos cais por medo aportado e em longa andança.

E assim assisto e sinto o amor em sua intensidade
De pingo em pingo feito a chuva molha o mundo
Num dimanar-se que estruma a menor cavidade
Inventa um solo muito mais abastado e fecundo.

E assim fecho os olhos à ser tocada por esse amor
Está descrito com perfeição no sorriso da criança.
E é tão simples senti-lo e lê-lo pela sua confiança.

Assim me sinto diametralmente feita desse amor
E em cada minúcia de mim tem íntegra essência
Pois há tanta coisa quem vem antes da aparência.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 08/12/13


domingo, 8 de dezembro de 2013

É muito amor

É muito amor

Escorre pelos poros tanto afeto
Vibra a tez de amor umedecida
Prova que sua alma é meu teto
É amor, mais amor em sua vida.

Amor todo tanto, assim dimana
E palavras que compõem verso
Um fluir em imaginação insana
Um virar-se totalmente inverso.

E é amor que dentro não cabe
Pregado nos varais do meu ser
Amor que até o amor não sabe.

É aceito, o amor é sem rejeição
Se sentido é caminho sem volta
E é o que dá história ao coração.

Raquel Ordones

Uberlândia MG 06/12/13

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Moramos em livros diferentes

Moramos em livros diferentes

E me vejo nas páginas de um romance
Desses misturados a aventuras loucas
E me encontro tão feliz em cada lance
Com olores; e as flores não são poucas.

Me pego em meio ao verde da campina
E nos riachos com as águas refrescantes
E nas escadas do castelo tal qual menina
Vento desalinhando cabelo, esvoaçantes.

Saltito letra por letra e palavras da folha
E tem gosto, tem fragrância e tem toque
E as matizes são todas de minha escolha.

Corro pelas páginas em qualquer estação
Busco tirar você da mente para realidade
E não o vejo, é distante no livro da ficção.

Raquel Ordones
Uberlândia MG 05/12/13


domingo, 1 de dezembro de 2013

Teus arquivos

Teus arquivos

E nas tuas gavetas guarda amores
Guarda tristezas e guarda sorrisos
Guarda em teu profundo, coisa tua.

E em tuas ágapes em teus cálices
Em vermelho batom carne e cor
Em verso que descreve histórias.

Teus arquivos, backup de passado
Paredes com fotografia de mulher
Amada que foi amada e não amou.

E beijo que não foi dado, e secou
Vestes caídas, sabores de vinhos
Corpos nus escrevendo entrelinhas

Os olhos se fechando em entrega
Frissons na pele e marca vivência
Poesia se faz canção no momento!


ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 30/11/13