quinta-feira, 10 de agosto de 2017

"No SUS piro"


“No SUS piro”

O corpo necessita de reparos
Caros talvez; às vezes descansar,
Cuidar é o melhor, e sinta faros,
Aparos para o bem; funcionar.

Parar não dá, não é da natureza,
E da leveza da alma vem a ajuda,
E se muda o passadio é riqueza,
Com a beleza externa não se iluda.

Arruda atrás da orelha; será? Rola?
Rebola-se no step, tal qual um tiro,
Giro ríspido pode estragar mola.

Bola pra frente, bem estar eu miro,
Expiro, inspiro; agito de cachola,
Vê se cola, eu doente no SUS piro!

ღRaquel Ordonesღ #Ordonismo
Uberlândia - MG  10/08/2017

sábado, 5 de agosto de 2017

Meu “eu” irresponsável


Meu “eu” irresponsável

Então, sair da cama? Nem por decreto!
Discreto pijama, tirar nem pensar!
Escovar os dentes? Ação que eu veto!
O correto, simples: não levantar!

Tomar banho? Fuga arquiteto!
Quieto ali, pra ninguém notar,
Trabalhar? Amanhã. Hoje é exceto.
O projeto agora é só vadiar...

Ligar a TV, programa seleto,
Repleto de preguiça a cochilar,
Falar eu evito, ainda inquieto.

Afeto de todos, sem sair do lugar,
Almoçar eu quero, um prato completo,
Meu teto, meu mundo no celular...


Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG – 05/08/2017

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Escrevendo como poeta


Escrevendo como poeta
(Hediondo)

Ela, loira de ipês em ventania,
A poesia na alma, escrita preta,
Violeta usa, ponto de cruz fia,
Alegria vai, fraca borboleta.

Greta íntima, vê a rachadura,
A loucura talhou com seu punhal,
Fatal solidão, força sepultura,
Há agrura chovendo no varal.

No umbral da frente é a planta morta,
Porta semicerrada vem mau cheiro,
Bueiros, demolição, que o imo transporta.

Exorta dores, folhas no terreiro,
Derradeiro suspiro, não se importa,
Corta o coração, perde amor primeiro.


Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG – 04/08/2017

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Moro em provisórios de mim


Moro em provisórios de mim

E, mutantes são todos os meus eus,
Gineceus seduzem a cada instante
Em provocantes cernes androceus,
Adeus; mudei... É um tanto constante.

Avante, lei da vida, outra procura,
A cura pra ferida o tempo traz,
Em cartaz, paixão, amores e loucura,
Apura-se na gente, agito e paz.

Jaz em cada segundo uma mudança,
Herança deixada reconstrói enfim,
O jasmim nasce, cresce e seu olor lança.

Criança que madura, senil, fim...
Assim há um processo, em mim avança,
Dança, moro em provisórios de mim.


Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG – 03/08/2017

domingo, 30 de julho de 2017

Laranjeira em flor

Laranjeira em flor

A primeira flor, inda tão pequena,
E serena. Mas venta; espinho mole,
E bole um galho no outro: _Mas, que cena!
Plena em verdura, todo clima a engole.

Há um gole de água na raiz,
Nariz de abelha anseia seu perfume,
Assume poesia, alvo matiz,
Aprendiz da estação que se resume.

E vagalume, estrela que a rodeia,
Uma teia de aranha ali tecida,
Envaidecida a meia noite e meia.

E clareia o dia, ainda com mais vida,
E florescida tem sonho na veia:
Pois creia: ser grinalda se colhida.

Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG 



quarta-feira, 26 de julho de 2017

Excitação poética


Excitação poética

É patética, enfim, é natural,
E no canal da mente, ação mofética,
Dialética de alma com carnal,
Vendaval que bagunça toda estética.

Cética até, porém vem sem aval,
Um oral engolido sem fonética,
Frenética emoção descomunal,
É amoral, profana, santa: eclética.

Hipotética ideia ora real,
Literal, de miragem imagética,
É atlética prática, afinal.

Liberal, ejacula-se a poética.
Sincrética; estimulo manual,
É visceral, de síntese magnética.


Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG – 26/07/2017

sábado, 22 de julho de 2017

Pinturas de si


Pinturas de si

E sai por ai com sua melhor cor,
Flor, todos os perfumes e texturas,
Partituras de voz, risos, calor,
Há dor, com apoucadas estruturas.

Loucuras sãs, cambotas, piruetas,
As borboletas ágeis, ventania,
Poesia provando silhuetas,
Em veneta, ora noite e ora ao dia!

Cria-se e sai por ai em seu melhor traje,
Reage em entretons da tal fineza,
Beleza descabida ao céu raje.

Viaje na pintura, tem riqueza,
Leveza, tinta da alma sem ultraje,
Age, então pinta a sua natureza.


Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG – 22/07/2017

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Potinho de plástico


Potinho de plástico

E no armário um potinho bem fechado,
Do lado de um vidrinho de pimenta,
É atenta menina, olhar ligado,
Acelerado o peito nem aguenta.

E venta a pretensão de abrir o pote,
Dá pinote, coceiras pela mão,
Numa emoção extremada vinda em lote,
_Anote: é sapeca quanto o irmão!

Atenção: anda pra lá, pra cá a andar,
A matutar: que tem nessa vasilha?
Empilha algumas caixas pra alcançar.

No ar pendurada aparta a tal presilha,
Humilha a altura, gira o destampar,
A vibrar com suspiros de baunilha.


Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG – 19/07/2017

sábado, 8 de julho de 2017

Memórias mal-assombradas

Memórias mal-assombradas

No sótão da alma, são tantas as poeiras,
Leiras de espinhos abrem as gavetas,
Nas gretas do assoalho tem ratoeiras,
Nas beiras da vão não tem borboletas.

Caretas do passado não passam,
Pirraçam! _Buuu! São de venetas,
Tão xeretas lembranças nos laçam,
Amordaçam-nos, são quase capetas.

Piruetas e sustos no porão,
No coração arrastam tantas correntes,
Ambientes penumbras de ilusão,

O casarão de nós requer presente,
Em candente sol, ar, renovação,
A solidão e rancor assombram mente.


Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG – 08/07/2017

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Maria

Maria

E no salto, na altura, lá vem ela.
Bela, qual uma flor desabrochada,
Ponderada vestindo uma aquarela,
Janela de sorriso e perfumada.

Tocada pelo vento, uma pintura,
Escultura ambulante se negrita,
Agita seu cabelo em partitura,
Candura de mulher; então ele a fita.

É dita a tal batida, é perfeita,
Eleita musa, dona do seu dia,
Em alegria múltipla, a alma aceita.

Respeita, em sua frente, a poesia,
Maria é meiguice, o olhar espreita,
Deleita sonho em toque de magia.

Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG 



( à todas as Marias mulheres)

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Po(rr)esia - poemasculino

Po(rr)esia
(poemasculino)

_Ei garçom, o de sempre, por favor!
O amor em mim está acomodado,
Abrasado! Minha alma sente calor,
Flor, desejo no íntimo plantado.

Sentado na cadeira, um nó debruça,
Refuça pensamentos, ventania,
Sangria de saudade que soluça,
Aguça minha tez que ontem ardia.

Melodia que minha vida encobre,
É tão nobre sentir que me extasia,
Inebria o meu ser, ora bem pobre.

_ Desdobre garçom, faça cortesia!
Água fria, toalha da ara dobre,
Nem cobre!Papel, lápis pra poesia!


Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG – 05/07/2017

domingo, 2 de julho de 2017

Lagartixa

Lagartixa

A parede; seu mundo é tão aberto,
Alerto: a imagem não é lá bonita!
Agita, esbugalhados olhos, perto,
Aperto as minhas mãos, e minh’ alma grita.

Negrita transparência roxeada,
Assustada, perninha aberta; corre!
Morre de medo, assim feito eu e calada.
Desarmada detrás do fogão. Porre!

Percorre esse caminho todo dia,
Euforia que já virou rotina,
_Menina, e ainda lhe faz a poesia?

_Desafia-me. Faz mal à retina,
Da esquina espreito a bicha. _Que fobia!
Mania; lagartixa mais traquina!


Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG 

Cabelos

foto:Greg Ordones.

“_Cabê-los em mim?
Couberam sim!
Despejando-se, enfim
Os cabelos...”

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Desejo

Desejo

E nos monta o desejo. De onde vem?
É além do controle chega e apossa,
Destroça a carne é quase desdém!
Atém-se pela tez, dentro alvoroça.

E remoça a alma, é quase infantil,
Cantil d’água nalgum despovoado
É alado em rasante e tão febril,
Ardil, uma palavra o faz soltado,

E calado ele grita; irrita esperta,
Desconserta a libido, a mesma implora,
E devora a gente, antes disso aperta.

Aberta a vontade que quase chora,
Apavora um querer, qual uma oferta,
Liberta nossos eus sem lugar e hora.

Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG 

Das conquistas

Das conquistas

Persisto; sei que é o meu caminho,
Desalinho eu sei que há e não desisto,
Insisto com jeitinho nesse ninho,
Vinho e beijos. Assim melhor invisto.

Revisto algumas chances; se não as tem!
Eu também sou capaz de arquitetar,
Planejar as minúcias, sem desdém,
Amém! Para o meu amor e pro seu amar!

Tentar sempre, a investida é um ganho,
Suponho: vai arriscar e do meu lado,
Alado se em meu plano te reganho.

Apanho aqui, ali lucro aprendizado,
Acordados qual Pink, Cérebro e o sonho,
Tão risonhos: e um mundo conquistado.

Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG 

domingo, 18 de junho de 2017

Nó de desejo

Nó de desejo

Em nós, laços, perfumes, borboleta.
A Julieta e Romeu sem venenos.
Pequenos: Vada e Tom, e não te meta.
Na maleta Bonnie e clyde; plenos.

 Son buenos, Juan que o amor não Evita.
 Negrita Jack e Rose, Titanic.
Chique, Sam e Molly em vida infinita.
Lolita é aceita sem chilique.

E salpique-me; adube em sentimento,
Vento uivante me torna tão invadida.
Margarida e Donald em doce alento.

Ostento esse querer, alma sentida,
Vertida de desejo com aumento
Esquento-te, ferve-me, tez sorvida.

ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG 



quinta-feira, 15 de junho de 2017

Sonh(a)ndo


Sonh(a)ndo

Minha alma hílare, seu pensar libera,
Primavera de anseios, uma fonte,
Há um monte de ideias, sem espera,
Numa mera demência; excede a ponte.

Conte-me caso tenha a explicação,
O coração que tudo gerencia?
A poesia é razão ou emoção?
E a sensação porque ora esquenta e esfria?

Dia é pouco, à noite reponho,
Medonho, pois dormir é uma inércia,
Há controvérsia se esse feito oponho.

Risonho o vi, talvez uma solércia?
Peripécia me faz; cinjo, proponho,
Sonho ser sua; Camões e Natércia.

ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG 

terça-feira, 13 de junho de 2017

Pintando um soneto


Pintando um soneto

É matiz solar para todo lado,
Vermelhado retrata uma paixão,
No chão papel, sentir alaranjado,
É rajado arco-íris coração.

Coloração da paz de norte a sul,
Azul, céu do poema com negrito,
Cito: verde esperança de Cabul,
‘Wanderfuul’ estrela no infinito.

O rito: tinta, mão, pincel, soneto,
Em preto nem um ponto, claro vento,
Firmamento lilás brilha quarteto...

E no terceto, em rosa o pensamento,
O cinzento não tem ‘tá’ em sueto,
Um dueto entre as cores e meu alento.

ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG 

A corda no pescoço

A corda no pescoço

Brasil, gigante frouxo e sedentário.
Um armário de ratos, podridão,
A oração é dinheiro e pão diário,
Escapulário é pisado, chão.

A facção é quem dita o cabeçalho,
E se é falho, não adiante fé,
Não dá pé, no sistema me embaralho,
É sem atalho até o rodapé.

Qual é?  Fora essa tal demagogia!
Anarquia em palavra que tapeia,
É teia capciosa. Ludibria.

Desconfia-se que isso está na veia
Areia movediça a fundo enfia,
_Confia não, com cão isso se pareia!

Raquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG 


terça-feira, 6 de junho de 2017

Simultaneamente nós

Simultaneamente nós

Tem um vento que assopra aqui no peito,
Sujeito levanta uma poeira fina,
Adrenalina punge, mas aceito,
É leito de escorrência cristalina.

Menina sou, cabelo desalinha,
Entrelinha ventada se revela,
Amarela o ouro à víscera minha,
Que se aninha à alma ou sentinela.

Anela-me inquebrável a corrente,
É mente; que não mente coração,
Razão que causa, apenas docemente...

Demente até, chega ser incoerente,
Conjuntamente nós em conexão,
Ação original, rara, cabalmente.

Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG 

terça-feira, 30 de maio de 2017

Um soneto para você

Um soneto para você

Meus versos são comuns, mas tão sentidos,
Erguidos por querer, força tamanha,
Façanha outonal; tempos florescidos,
Recolhidos do dentro lá da entranha.

Estranha impressão baila e rodopia.
A poesia na alma, disfarçada,
Calada em grito e foge da utopia,
Alia ao conjunto e é selada.

E nada explica, paira sentimento,
Vento a bambolear minha cortina,
Desatina-me em todo cruzamento.

Invento dos céus flameja retina,
Adrenalina, corpo e pensamento,
Momento meu, que para o seu destina.


Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG 

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Tecnologia sonetada


Tecnologia sonetada

On, o mundo já chega a minha mão,
Em fração de segundos sou viagem,
Aterrissagem cá; lá na estação,
Ação, seriedade e vadiagem.

Sem blindagem. É terra de ninguém,
Além-domínio, coisas tão forjadas,
Copiadas, coladas, stress, zen,
Também há santas mulheres peladas.

E cultuadas glórias, trai o padrão,
Fiação de perigo em cada estrofe,
Um cofre de surpresa e de armação.

Coração sofre, pois há quem o mofe,
Afofe nude, tecla uma emoção,
Paixão, amigos, negócios além do off.


Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG

sábado, 20 de maio de 2017

A noite não vem só


A noite não vem só...

Esperança de um dia melhor; dorme,
É conforme o seu tempo e tão tranquilo,
Aniquilo o mau. Meu sentir tão enorme,
É uniforme o vento e canta o grilo.

O sigilo na mente que voeja.
Viceja uma vontade do teu toque,
Sem retoque, que nada me proteja.
E boceja os meus beijos em estoque.

Enfoque nos teus olhos, tua mão.
Meu vão se lança à tua entrelinha,
Aninha-me no teu corpo, emoção!

É sensação que dança; desalinha,
Sozinha não, comigo a reflexão.
Excitação por dentro que sublinha.


Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Riso d’alma


Riso d’alma

E quão belo é seu riso?_não sei!
Fitei-o, um sol se acendeu só para mim.
Assim, meio impactada me encontrei,
descansei minha alma, era querubim.


Carmim é um impulso que submete,
É vedete a paixão; e se pôs em dança,
Balança-me absoluto, qual valete.
Confete de corações e criança.

Nuança de sentires e são tantos...
São encantos que nos meus poros retinem,
Definem-se tão bons, que sinto espantos.

E quantos risos pelo seu?_ Imaginem!
E nem eu sei; uns lascivos, outros santos,
Cantos de boca se abrem, imos se unem.


Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG 

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Liberdade que prende

Liberdade que prende

É, tende a ser gostoso o alforriado,
E dado com vontades, integral,
Sem plural, sem composto. Predicado,
Conjugado sem aspas, não verbal.

Aval com reticências, e sem pontos,
É sem pespontos, crase e sem colchete,
Brete de ócio, vírgula se tontos,
Os dois pontos falam tête à tête.

Bilhete do sujeito: coração,
Conjugação do tempo é presente,
A mente não argui. Bravo, interjeição!

Interpretação clara e convincente,
Recorrente e sem interrogação,
Aprovação, de nada dependente.


Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG 

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Relatos sobre ela


Relatos sobre ela

O sol acorda; tão azul é o céu,
O véu da aurora cai; se descortina,
E na retina anil, mais um pincel,
No hotel estrelas; ela tão menina.

Esquina em flor, n’alma borboletas,
Letras e poesia, imo desnudo,
O veludo da essência brota em gretas,
Com gavetas sem trinco, amor escudo.

O miúdo é grande, afago ostenta,
E lamenta outrem não ver dessa forma,
Transforma numa paz, por dentro venta,

Tenta não se atingir, cria uma norma,
Reforma; vez ou outra ela se reinventa,
Requenta versos, é feliz: informa!


Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG 

terça-feira, 9 de maio de 2017

Soneto roceiro

Soneto roceiro

São cinco da manhã, o galo canta.
Levanta bota lenha na fornalha,
Palha, fumo, café, prece à santa, 
Planta o pé na botina; à batalha!

Orvalha ainda, chapéu, força, cabaça.
Abraça seu trabalho, busca o gado,
É cercado e peado, tão sem raça.
Rechaça o bezerrinho arreliado.

É ordenhado o leite. Já afofa a horta,
E corta o mato, varre seu quintal,
É bestial ofício, afã reporta.

Transporta porcos, roupas no varal,
É rural. Pesca e caça; se comporta,
Da porta, o luar, firme no degrau.

ღRaquel Ordonesღ #ordonismo