domingo, 8 de setembro de 2019

Carta - soneto

Carta - soneto

Segue missiva; espero te achar bem.
Também desejar-te felicidade
Verdade; queria ir junto e além,
Porém, por hora, impossibilidade.

Saudade é grande; desesperar,
Abraçar-te, o que quero no momento,
Vento por dentro a me descabelar,
Amar-te tem sido meu novo invento.

E lamento essa mal traçada linha,
Falinha comum chega a ser clichê,
É glacê que escorre pela entrelinha.

Aporrinha minh’alma, a faz degradê,
Demodê é esse estilo cartinha,
Seladinha; envio beijos! Privê.

Assinado: Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG

Bíblia - soneto

Foi nos deixado a inteligência, nos evoluímos.
Recortar algo no contexto bíblico acidenta o resultado do todo.
Entre:
“Eu não entendo a Bíblia!”
E
“Eu sou mestre em decoreba”
Fique com:
“Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo.”
É o bastante...

 Bíblia-soneto

A Bíblia, livro sagrado e complexo,
Reflexo; muitos povos e seu Deus.
Ateus também e não fique perplexo,
Anexo de tantos, caminhos seus.

E de semideus o mundo está cheio.
Veio não sei de onde; a história adultera.
Altera a fala, a conta pelo meio,
Que feio! Seu entendimento então impera.

Espera! Qual maior dos mandamentos?
_Sentimentos de amor para si tomem,
Consomem-no; aquilate pensamentos.

Atentos: à soltas, o ‘lobisomem’
Domem-no; seu amar lhe é ferimentos.
“Testamentos”: notas feitas pelo homem.

Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG 




sábado, 31 de agosto de 2019

Dê preferência à vida...

mobilidade urbana e a intolerância de cada um
(imagem do Google)


Dê preferência à vida...

Tempo não espera; organizar é tudo,
Mas, contudo tem sempre um atrasado.
Desalinhado em trânsito, cabeçudo,
O estudo aponta: ei, tome mais cuidado!

Parado na faixa há quase meia hora,
A senhora acena ninguém se importa,
E comporta mal, a vida penhora,
Outrora respeito, cá, faixa corta.

É! A porta da educação se encosta,
A proposta não mais atrai ninguém,
Não convém educar-se; é resposta.

Gosta de conforto, em ônibus, amém!
Alguém cede seu banco; quem aposta?
Bosta! A senhora vai de pé também!

Raquel Ordones #ordonismo

Crime paixonal

(imagem do Google)

Crime “paixonal”

Era uma vez uma saudade dominadora, possessivamente quente.
Mostrando flashes de um passado bom, logo ali acontecido, quase ao alcance dos corpos,
num tempo presente não permitido o reencontro.

Mas a oportunidade veio e veio armada da desforra;
foi chegando de mansinho
E como num pulo de gato, o abraço!

A saudade foi atingida pelo não motivo de ser no momento.
Estrebuchou de vontade de estar ali, bem no meio. Sem cabimento.
Foi ignorada, não correspondida, não reconhecida e
ferida jurou vingança:
_Quando eles se forem, eu volto e pego um por um!

Raquel Ordones

Soldadinho

(imagem do Google)

Soldadinho

Vá em frente soldadinho,
No caminho tem perigo,
Seja amigo, abraço ninho,
Em alinho e sem castigo.

Digo: nosso salvador!
Com amor dentro do peito,
Sujeito; porta alma flor,
Calor, verdade e respeito.

Perfeito! Vá soldadinho!
Carinho não deve a idade.
Lealdade, ser bonzinho!

_Beijinho sociedade!
Com seriedade e alinho!
Sozinho? Com amizade!

Raquel Ordones #ordonismo

Ode aos bardos




(imagem do Google)

Ode aos bardos



Seu verso carregou, assim fez Bandeira.
Ferreira fê-lo com graça e sem rima,
Lima Jorge; poliu dentro e beira,
Ladeira abaixo Lispector em clima.


É acima o Machado, Adélia em Prado,
Alado Leminski de pequena asa,
Brasa Vinícius, boêmio arraigado.
Pirado Pessoa, pseudo extravasa.

Arrasa Drummond, a Cora em coral,
Varal Quintana, Cecília intimista,
Lista parnaso, Bilac é canal.


Ficcional Hilda; Espanca feminista,
Avista Suassuna armorial,
Aval de Barros, em ode é legista.


ღRaquel Ordonesღ #ordonismo




Lúbrico


Lúbrico

Letras soltas; faceiras juntas: ai!
E sensuais palavras enroscam pernas,
Badernas; hastes se tocam, grupais,
Varais roçando, exibidas cavernas.

Modernas verbalizações, florais,
Atrais; e se pegam por entre a linha,
Alinha a rima, põe, tira; põe: orais.
Canais ledores; mente desalinha.

Engalfinha; implícitos corporais,
Bilaterais; sentimento ninfeto,
No folheto, versos quase carnais.

Viscerais. Ode no ultimo terceto,
Dialeto excita em línguas anais,
Emocionais jaculam soneto.

Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG – 31/08/2019

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

“Toca Raul”


 “Toca Raul”



De precisa voz, o tom era claro.
Raro saber, o ‘maluco beleza’.
Grandeza. Da música bom faro,
Comparo-o a um poeta nobreza.

Clareza ao dizer: ‘tente outra vez’,
Talvez ‘ainda queima a esperança’,
Aliança rock ‘controlando a maluquez’,
Insensatez do ‘carimbador’ criança.

Lança ‘medo da chuva’, acreditei!
A lei do cowboy totalmente fora
Embora ‘Plunct Plact Zum’, cantei.

E voei no seu ‘disco voador’, afora.
Agora, ‘óculos escuro’ também usei!
_Ei ‘metamorfose, nunca foi embora!

ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG – 21/08/2019

30 anos da sua partida

e ficando!


Imagem: Jonatas/Google

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Humm

“Humm”


‘Humm’! Lance carregado de pura malícia,
Delicia que se traduz, e coisas mais...
Vendavais de sensações; essa tal carícia,
Propícia em todas as estações e varais.

Nos corais, pores do sol, há exclamação,
Interjeição do chocolate no sabor,
No calor da pele, no beijo, na erupção,
Violão, melodia; sexo com amor.

Até na dor, humm! Mas pode deixa quieto.
 Dialeto que  fala de boca fechada,
Atiçada a alma fica; cerne irrequieto.

Um secreto sentido; humm! É coisa tão irada!
Enluarada noite, café, chuva, afeto.
 É direto de dentro, faz da alma abraçada.

ღRaquel Ordonesღ #ordonismo

Urgente

Urgente

E na pele um sol, se é noite ou dia.
Poesia derrama em toda cor,
O calor era o que transparecia,
Sentia a bolha d’água em fervor.

A flor da pele; no pelo o frisson,
Batom já havia sido comido,
Atrevido é o vento e tão bom,
O som do silêncio em alto ruído.

E caído no chão; veste amassada.
Jogada ali a surrada camiseta,
Gaveta da alma, nua escancarada.

Trançada à perna; e sem silhueta,
Careta em graça; face aliviada.
Amada criatura; e borboleta.

Raquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG – 20/08/2019

domingo, 9 de junho de 2019

n (AMOR)ando



n (AMOR)ando

A alma fica assim: leve e tão sensível.
Incrível como isso transforma a gente,
É tão quente, de instante intransferível.
Indizível; cada um sabe o que sente.

A mente voa; ora ela estaciona.
Emociona, e na pele o arrepio,
Um frio que a ausência proporciona,
Coleciona sentires, céu anil.

Brio, dois seres num experimento.
Vento ateia adentro e exterioriza,
Teoriza? _Não! Não descreve o alento.

Sentimento que materializa,
Eletriza, e do encontro é sedento.
Invento lindo: o amor nos eterniza.

Raquel Ordones  #Ordonismo
Uberlândia MG 09/06/2019


segunda-feira, 29 de abril de 2019

A primeira máquina era uma Bicicleta.



A primeira máquina era uma Bicicleta.

Eu, bem pequena, cabelinho esvoaçante,
Intrigante era a vida; e tanta descoberta.
Alerta-perigo da mamãe era constante.
Fascinante, tão arteira; mexe aqui, ali aperta!

Esperta me achava; serzinho sem tamanho,
Banho; e o cabelo penteava em hora certa.
E liberta de obrigação, e nada era estranho,
Ganho com sorriso, confiança desperta.

Desconcerta-me; imagino o vento no rosto.
Gosto por voar, do papai era a bicicleta,
Meta: aprender a pedalar até agosto...

Contragosto da mãe: ouso: miúda poeta,
Inquieta, ganho as ruas; garota, o oposto,
Transposto risco, eu voo, asa que “borboléta”

Raquel Ordones  #Ordonismo #duodecassílabo

quarta-feira, 13 de março de 2019

#ForaArma





S andice, terror. Não era doce a bala!
U ma escala de violência; leva a lona.
Z ona, ódio sem noção que resvala.
A bala a alma do mundo, diabo clona.
N ada abona; tanto inocente se cala.
O h vala! A crueldade, quem leciona?

#ordonismo
*forte abraço às famílias Suzano! #ForaArma

sábado, 29 de dezembro de 2018

...


Você é o lugar
Aonde gosto de morar
Sem vizinhança...


#ordonismo

Entre carros, escarros e cigarros...


Entre carros, escarros e cigarros...

No meio do dia, um cansaço aconchegante de missão cumprida no trabalho.
Pela rua de abaixo seguiu, mas nem chegava a ser um atalho, poucas pessoas por ali, num sábado de antevéspera de fim de ano. Uma árvore dançando ao som do vento, um mendigo deitado num canto, nem viu lamento.
Um senhorzinho com bengalas, andar quase parado, cospe no chão.
Um portão eletrônico se abriu, um carro saiu com uma jovem senhora no volante, do lado, no banco do passageiro seu cãozinho de estimação aguardando o vento na cara. Carinha de feliz...
Casas, casas, lojas, lojas, mais casas, prédios, carros...
Mais alguns passos chegou ao ponto do ônibus, não muito vazio.
De repente um ônibus articulado, vulgo minhocão encostou; não era o que fazia a linha da sua casa.
Formou-se uma fila na porta, gente de todos os tipos, tantas conversas... Abriu-se a porta, meio que engoliu todos, fechou-se e partiu.
O ponto ficou deserto, foi-se aquele aglomerado de gente maluca...
Assentou-se ali num banco, tudo calmo... Alguém deixou pra trás a bituca.

Raquel Ordones

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Nude da alma


Nude da alma

A palma do meu dentro para cima.
Rima com um querer; estupidez.
A tez eriça; desejo obra prima,
Acima, adentro, abaixo; em fluidez.

Outra vez, e outra vez... Consecutivo.
Cativo essa loucura; é só minha,
Desalinha; nada diminutivo.
Coletivo, gostar em mim aninha.

E caminha por meus eus um lampejo,
Ensejo ímpar, em mim um açude.
Em plenitude vivo e aqui versejo.

Vejo, suo ventos e quietude,
Saúde de sentimento, sobejo.
E despejo toda a minh’alma: seu nude.

Raquel Ordones #Ordonismo
Uberlândia MG 05/11/2018



quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Onipresença


Onipresença
  
Espetáculo, o céu, pano de fundo.
Inundo minha alma, tanta beleza.
Natureza, culminância do mundo,
Profundo sentir em delicadeza.

Leveza, cores habitam o espaço,
Faço-me uma espectadora e uma amante
Distante, mas eu guardo num abraço,
E passo a flutuar... Sou um viajante.

Instante mágico em alinhamento,
O pensamento não sabe o que faz,
A paz impera, é mor sentimento.

Vento, sol, lua, árvore... Em cartaz,
Liquefaz-se num retrato, um alento,
E reinvento-me. O autor me estupefaz...

Raquel Ordones  #ordonismo
Uberlândia MG 20/09/2018


domingo, 9 de setembro de 2018

Coragem

Força
(coragem)

A vida é muito mais que uma ação,
É dedicação, é busca incansada,
É talhada em nuanças e emoção,
É atenção florida e perfumada.

Alada a alma vai bem mais adiante,
Pulsante coração quer ser feliz,
Diretriz do caminho, confiante,
E constante, mesmo que por um triz.

Atriz não, a vida são cenas reais,
Nos roseirais a rosa; fere o espinho,
Desalinho e estorvo se fazem ais.

Dos quintais renuncia-se o seu ninho,
Pergaminho escreve nos vendavais,
Nos murais marca: rosas, versos, vinho.

Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG 



sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Sobre lágrimas...

Sobre lágrimas...

É cacho de gotas; em mim despenca.
Em penca, faz um pequeno riacho,
O facho de tristeza que se elenca,
Encrenca! É talvez alegria, eu acho!

Racho coração: dor ou regozijo?
Exijo: não ligue só a agonia,
Euforia traz choro, assim corrijo,
Emirjo e minuto essa poesia.

Sinestesia: há um cheiro no choro,
Um coro que se deslumbra ao ouvido,
Gemido que enxerga todo decoro.

Estouro de dentro, vem atrevido.
É envolvido na emoção; qual soro,
E coloro-me num gozo sentido.

Raquel Ordones  #ordonismo
Uberlândia MG 07/09/2018

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Nunca é tão tarde...

Nunca é tão tarde...

O sol estendia seu último raio alcançando o horizonte,
Deitando-se naquele colo em repouso.
Um sino,
Hora do ‘ângelus’
Benze-se em frente à igreja...
Pai,
Um ar de cansaço...
Filho,
Em frente à TV...
Espírito Santo não é pessoa!

Raquel Ordones

domingo, 3 de junho de 2018

E que doa a quem doer...


E que doa a quem doer...

Talvez, verdade seja feita pra matemática,
A gramática em sua regra já aceita exceção.
O coração tem, às vezes nem põe em prática,
Elástica vida: a poesia usa imaginação.

Ilusão, uma verdade bem simpática,
Temática de muita gente, quase oração.
Interação com sua vida lunática,
Apática a quem pratica inversa ação.

Então, a verdade em si nem é mais aromática,
Antipática quem a versa, uma infração!
Sua estação aboliu a era agora é errática.

Tática talvez, a falsidade é a comunicação.
Coação da verdade na ligeireza da informática.
E midiática a prudência perde a visão.

ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG 31/05/2018


domingo, 29 de abril de 2018

Livre


Livre

E prendeu-se ao vento; correria.
Alegria, velos, solto vestido,
Colorido perfume em poesia,
Magia; liberdade, tão sentido.

Ruído, as folhas; descalçou chinelo,
Amarelo, verde em tons de vermelho,
Espelho além; de espírito tão belo,
Anelo à graça, orbe de joelho.

o conselho não quer; só ir e vir.
Sentir-se asas no limite e respeito.
Peito amor, sem vigiar o porvir.

Rir, quatro cantos, viver imperfeito,
No leito da vida um leve dormir,
Florir sempre, simples e do seu jeito.


Raquel Ordones #ordonismo

Uberlândia MG – 29/04/2018

sexta-feira, 30 de março de 2018

Injusta mente


Injusta mente

Falo de justiça e só vejo o injusto,
Um custo enxergar na vida o correto,
Direto, de peito aberto e robusto,
_Susto; não ha respeito nem por decreto!

E decerto o conceito foi-se embora,
Outrora restava incerta alegria,
Todavia, injustiça é senhora,
Aflora podridão na poesia.

Demasia; o honesto vai pelo cano,
E o fulano fura fila, e nem corre,
E concorre sozinho; causa um dano.

Plano perfeito, a cortesia escorre,
E morre-se; o egoísmo é insano,
Desengano, coração sofre em porre.

ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG – 30/03/2018

domingo, 25 de março de 2018

Um soneto para Camões


Um soneto para Camões


Poeta nacional, vindo de Lisboa,
Acolchoa seu saber à literatura,
Figura em moldes clássicos, estro ressoa,
Entoa em boemia, voar pela altura.

Censura-se seu afeto; plebeia e nobreza,
Acesa vida, rodeada turbulência,
Essência aponta seu lápis, delicadeza,
Realeza em versar, motins em evidência.

Vivência conturbada; ferida e prisão,
Coração frustrado em serviço militar,
e seu olhar se apaga na perda da visão.

Pois então, os lusíadas... Veio a publicar,
O seu externar valioso era alto padrão,
Com pensão miserável, ‘no céu’ foi morar.

ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG – 25/03/2018



domingo, 4 de março de 2018

Esbarrão de nós

Esbarrão de nós

Nos meus caminhos as pegadas tuas,
Luas de  sorriso, olhares de sol,
Arrebol de desejos, peles cruas,
Flutua minha mente em caracol.

Lençol, leveza, perfume marcante,
Instante de uma paz que me esvoaça.
Arruaça, solto balão do barbante,
‘almante’, além-carne, espírito abraça.

Esgaça quereres em fio infindo,
Lindo sonho; nem sei falar; tão nós,
A voz que se reafirma e sentindo.

Sorrindo, frêmito, escorrência, foz,
Cós, pés, pescoço, seios; se bulindo,
Abrindo aos ventos os nossos pós.

Raquel Ordones #ordonismo



terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Sem explicação


Sem explicação

É simples assim, algo sem noção,
Sensação de voo, estado de graça,
Sem raça e cor, total sublimação,
Coração buliçoso autoabraça.

Enlaça-me  num sentir singular,
Particular, solto, chega a ser vento.
O pensamento, corpo, alma, ocular,
Um desesperar-se; real e invento.

Arrebatamento; um alargar veia,
Sem teia, limites, só extensão,
Sem padrão, de integridade sem meia.

Ateia em mim o fogo, uma explosão,
Ação e reação, de vida tão cheia,
Pareia de nós, sem explicação.

Raquel Ordones  #Ordonismo
Uberlândia MG 13/02/2018


domingo, 4 de fevereiro de 2018

‘Fluxa-me’ fulgor

‘Fluxa-me’ fulgor

Diga-me: que substância é a tua?
Qual lua presa no topo do céu.
O véu da sombra nem mais se situa,
Atua-te luz em minh’alma: painel.

Nobel conteúdo é esse o teu.
Coliseu de estrela que em mim acende,
Entende-me em bruno, ora meu Romeu!
E teceu sol em meu ser; um duende?

E rende-te a mim. Mas do que é feito?
Deleito-me em teu saber e no mel,
Rapel em carinho, tão sem defeito.

Sujeito que me rima; imo tropel,
Carrossel de tudo, sem preconceito,
E deito-te em mim; até no papel.

ღRaquel Ordonesღ  #Ordonismo
Uberlândia MG 

  

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Geração Pistola


Geração pistola

A cidade dorme, o mau pronuncia,
E guia a arma, até mesmo canivete,
Mete o dedo em gatilho; rebeldia.
Periferia; comanda um pivete.

Chiclete na boca, fala bem mole,
Engole o cuspe, é quase homem vago,
É rasgo de morte que na alma bole,
Sem prole, não pensa; isento de afago.

Trago no cigarro, fumaça de erva.
Inerva-se todo, não consentido.
Sentido ameaça, morte reserva.

Observa; tudo ali é digerido,
O gemido, o sangue e poder preserva,
É ‘Minerva do hediondo’ e temido.

ღRaquel Ordonesღ  #Ordonismo
Uberlândia MG 30/01/2018