quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Saudade

Saudade

É um aperto tão bom; é uma delicia
Falta algo, mas está dentro da gente
É uma coisa que no cerne faz carícia
Flui na alma, no corpo e é tão quente.

Coser de coisas boas que se deparam
Acontecidas ou da nossa imaginação
São nós laçados; em nós se amarram
É ausente falta; presente no coração.

Saudades é encontro de dois inteiros
Onde uma parte física se faz distante
E é um gritar pela presença constante.

Saudade é coisa invisível, tão tocante
É o roçar na pétala por um jardineiro
Presença afastada de jeito verdadeiro.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 

Indomado

Indomado

O amor quando entra na arena
As luzes da mesma se acendem
Ora holofotes, às vezes amena
Nada e ninguém as entendem.

E indomado é esse sentimento
Duela com o que tiver de mau
Poe para correr ressentimento
Sobre qualquer coisa é triunfal.

Dimana por todos os arredores
De espada e escudo: guerreiro
E amor é o gladiador primeiro.

E só não doma o imo do poeta  
Pois esse com amor se explode
Indomado poeta que tudo pode!

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 22/01/14


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Na cidade de mim

Na cidade de mim

E te vi deslizando pelas cidades de mim
E até pelas costas te reconheci, virando
E no canteiro do meu ser era um jasmim
No meio-fio do imo te percebi sentando.

Lá na esquina da alma te vi em andança
Na calçada varrendo folhas de saudades
Na rua de minha essência fizeste dança
E tuas luzes em mim fizeram claridades.

Construíste uma avenida em minha rua
Quarteirões do sentimento se dilataram
As  praças de minha tez se encresparam.

E nos bares do desejo te bebi com calma
Em quereres acesos feito luzes de bordéis
Sonhei-te cinco estrelas em meus hotéis.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 19/01/14


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Erupção de mim

Erupção de mim

Surge uma força de dentro, nem sei onde estava
Talvez na gaveta de mim; até então adormecida
E quem sabe essa lava eu já nem mais esperava
E eu  não sei por que ela já nem mais se acendia.

E a febre das minhas mãos o  seu corpo procura
E um cheiro tão quente dissemina e foge da tez
Um doído anseio de gosto bom me leva a altura
E a vontade surge, surge de novo, mais uma vez.

E os poros irrompem em escorrência e frêmitos
Estonteante apetite que abocanha corpo e alma
Possui seu processo, antes disso nada o acalma

E é quente a sede de beijos e a fome dos corpos
Uma culminância de um sentir que nada explica
Então escorre de tez para tez, passa, e tudo fica.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 16/01/14


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Boca


Boca

Boca perfumada não é o suficiente
É preciso que faça jus ao perfume
E que não fira de forma candente
Mas o verbo proferido exale lume.

A boca perfumada por si não basta
Que a mordida seja assim tão leve
E dos lábios projete a risada vasta
Hesitar do gosto ninguém se atreve.

Boca perfumada e palavra de afeto
Beijo trazido da alma carícia quente
E do seu céu é algo mais envolvente.

Da boca perfumada, seu roçar é tudo
Causa passeios de tirar o pé do chão
Da boca perfumada pulsa excitação.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 14/01/14


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Verde e pétalas

Verde e pétalas

No começo um vermelho, talvez um perigo
Não acarretava tanto mau, mas incomodava.
Não me oferecia nada, não sentia um abrigo
E as palavras nada somavam, e eu duvidava.

O tempo descoloriu esse rubro e o desnudou
E tornou-se um amarelo, me propus à espera.
Com o pé-atrás, foi isso que o mundo ensinou
E vi indícios da ida do inverno, vi a primavera.

E de repente tudo me pareceu verde, eu flori.
Passei a enxergar as pétalas que me ofertava
Pude entender que desde sempre me amava.

E foi nesse semáforo de vida que eu entendi
Receio rubro é breco e dosado se faz clarão
Na espera amareleci; agora é verde coração.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 09/01/14


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Acordei e fiquei assim

Acordei e fiquei assim

Os raios do sol golpeavam com insistência a janela
Com o silêncio da batida meus olhos espreguiçaram 
Estiquei o corpo como se virasse a esquina da viela
E alguns quereres pela minha tez se manifestaram.

E era você ali o tempo todo em meus pensamentos
Acho que não! Era por todo meu ser, cabelos e pé
Era quase sentido seu cheiro, trazido pelos ventos
E então quis degustar a sua carne na mesa do café.

Sobre a mesa o seu doce, era gosto em sobremesa
No balcão do almoço, de você eu ainda tinha fome
Meu prato favorito, que de vontades me consome.

E o meu anseio no meio da tarde se fazia mais forte
E na verdade protestava em mim... O tempo inteiro
É noite, o jantar já se foi; E de mim agora é posseiro!

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 05/01/14

domingo, 29 de dezembro de 2013

Guarde-me em tua chuva

Guarde-me em tua chuva

Quero os teus pingos, cause-me chuva
Umedeça-me por quereres  gigantes
Ajeite-se e se vista em mim feito luva
Garoe- se em desejo em todos instantes.

Escorra em mim enxurradas pela pele
E irriga-me de ti; tuas vontades e boca
Lave minha alma, corpo: aqueça e gele
E em gotas de arrepios faça-me louca.

Sorva as minhas gotas e chova em mim
E me faça dilúvio de anseios que goteja
Acaricie-me ao vento e então me beija.

E guarde-me na proteção de teu amor
Abrace-me, embale-me na úmida brisa
Sinto-te em pluviosidade que me alisa.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 29/12/13


quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Não sei muito de você


Não sei muito de você

É... E de você eu sei muito pouco
Mora longe e mora dentro de mim.
Sei da sua sanidade e do lado louco
Às vezes flor de cactos, ora jasmim.

E assisto você de longe e é tão perto
Sinto um calor tremendo em seu “oi”
E às vezes para mim de braço aberto
Ora nada entendo, nem sei o que foi.

Deixo você à vontade e em liberdade
Isento a cobrança, do seu jeito aceito
Quero do seu carinho fazer meu leito.

Não sei quase nada de você e é muito
É o suficiente para lhe querer tão bem
Não sei muito, não troco por ninguém.

ღRaquel Ordonesღ .
Uberlândia MG 26/12/13

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Medo de amar

Medo de amar

E de repente alguma coisa entra na gente
Não se sabe por onde, o corpo todo atinge.
É uma mistura com frio, de repente quente.
É um tanto que se demonstra, jamais finge.

O sol, a lua, as estrela, o ar entram em nós
E de repente a sensação é de uma baderna
Um medo invade querendo fazer disso pós
Mas nada, o amor abarca, explode, hiberna.

E o medo, coitado! Só tem o nome de medo
Porque o amor aos poucos o incumbe ceder
E de repente o semblante derrama em ledo.

O medo de amar arrisca existir e logo morre
É uma força em covardia que não se aguenta
E é sempre asfixiado quando o amor escorre.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 16/12/13
http://raquelordonesemgotas.blogspot.com.br/

domingo, 15 de dezembro de 2013

Eu desejo

Eu desejo

Desejo chuva nos nossos quintais
Lua flicts e estrelas no nosso céu
Roupa alvejada em nossos varais
Olhos para enxergar além do véu.

Tragamos com o verbo, afinidade.
Que tenhamos de posse boa ação
E profiramos somente a verdade
Que a boca seja porte do coração.

Desejo o toque que traz o arrepio
E sonhos bons se façam presentes
E desejo amores e beijos quentes.

Desejo força, fé e pés para seguir.
E em oração a Deus, mão erguida
Anseio poesia e cura para a ferida.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 15/12/13


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Junto de ti

Junto de ti

Quero me aproximar bem perto de ti
A ponto de ouvir do silêncio a sua voz
Mesmo distante que esteja bem aqui
Que o meu e o seu eu, diluam em nós.

Que em cada palavra o sentir eu sinta
E que foraja a ilusão que a dúvida cria
Que a expectativa não é como se pinta
Não a permita demudar para uma azia.

Em teu rosto percebo a tez do carinho
Em teus cabelos eu sinto que há beijo
Em qualquer lugar há chispo de desejo.

Junto de ti é esse o espaço que quero
Nele caibo com a exatidão de entrega
Lá o nada é tudo, é onde o amor prega.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 11/12/13


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Metaforicamente: o amor

Metaforicamente: o amor

E assim vejo e sinto o amor em seu alargamento
Feito mar azul; ora verde, ao alcance: esperança.
Em ondas brandas ou em fortes feitas pelo vento
Nos cais por medo aportado e em longa andança.

E assim assisto e sinto o amor em sua intensidade
De pingo em pingo feito a chuva molha o mundo
Num dimanar-se que estruma a menor cavidade
Inventa um solo muito mais abastado e fecundo.

E assim fecho os olhos à ser tocada por esse amor
Está descrito com perfeição no sorriso da criança.
E é tão simples senti-lo e lê-lo pela sua confiança.

Assim me sinto diametralmente feita desse amor
E em cada minúcia de mim tem íntegra essência
Pois há tanta coisa quem vem antes da aparência.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 08/12/13


domingo, 8 de dezembro de 2013

É muito amor

É muito amor

Escorre pelos poros tanto afeto
Vibra a tez de amor umedecida
Prova que sua alma é meu teto
É amor, mais amor em sua vida.

Amor todo tanto, assim dimana
E palavras que compõem verso
Um fluir em imaginação insana
Um virar-se totalmente inverso.

E é amor que dentro não cabe
Pregado nos varais do meu ser
Amor que até o amor não sabe.

É aceito, o amor é sem rejeição
Se sentido é caminho sem volta
E é o que dá história ao coração.

Raquel Ordones

Uberlândia MG 06/12/13

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Moramos em livros diferentes

Moramos em livros diferentes

E me vejo nas páginas de um romance
Desses misturados a aventuras loucas
E me encontro tão feliz em cada lance
Com olores; e as flores não são poucas.

Me pego em meio ao verde da campina
E nos riachos com as águas refrescantes
E nas escadas do castelo tal qual menina
Vento desalinhando cabelo, esvoaçantes.

Saltito letra por letra e palavras da folha
E tem gosto, tem fragrância e tem toque
E as matizes são todas de minha escolha.

Corro pelas páginas em qualquer estação
Busco tirar você da mente para realidade
E não o vejo, é distante no livro da ficção.

Raquel Ordones
Uberlândia MG 05/12/13


domingo, 1 de dezembro de 2013

Teus arquivos

Teus arquivos

E nas tuas gavetas guarda amores
Guarda tristezas e guarda sorrisos
Guarda em teu profundo, coisa tua.

E em tuas ágapes em teus cálices
Em vermelho batom carne e cor
Em verso que descreve histórias.

Teus arquivos, backup de passado
Paredes com fotografia de mulher
Amada que foi amada e não amou.

E beijo que não foi dado, e secou
Vestes caídas, sabores de vinhos
Corpos nus escrevendo entrelinhas

Os olhos se fechando em entrega
Frissons na pele e marca vivência
Poesia se faz canção no momento!


ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 30/11/13


terça-feira, 26 de novembro de 2013

Sorva e se deixe sorver

Sorva e se deixe sorver

Silencie; nada diga se não sente.
E a palavra nada prova, ludibria.
O amor se provado é tão quente
Só falado, bebedeira que esfria.

Absorva; extraia da alma o gosto.
E engula o que escorre pela tez
Saboreie todos os goles do rosto
E devore uma, duas e outra vez.

Sugue a última gota desse anseio
Em cálice de encarnada essência
Mostre-se taça de transparência.

Deguste esse amor e as palavras
Nos versos sentidos lamba a cor
Embebede-se nesse denso sabor.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 26/11/13


sábado, 23 de novembro de 2013

O que já foi

O que já foi

Tristezas talvez
Alegrias muitas
É sem esquivo!

No coração e tez
Escrito na mente
Em nós é arquivo!

E é tão atraente
Sempre se volta
Penetra o porão.

Não é pertinente
Não cabe revolta
Só é recordação.

Não se vive mais
Pois lá eu já fui
A poesia é agora!

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 23/11/13


Fernando Pessoa – o que se sente exige o momento.

Robótica

Robótica

Com tudo na mão, a preguiça evidencia.
Sem vontade para pensar, o ser aniquila.
Aperta tecla, cola imagens e ideia copia.

Em nada força; está gravado na agenda
Há desordem entre ferramenta e artilharia
Vê a vida passar olhando por uma fenda.

Tão sem conteúdo, simplesmente vazio.

Tem um mundinho seu: painel tão frio!

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 23/11/13


Leve os jovens a enxergar os singelos momentos- Augusto Cury



sexta-feira, 22 de novembro de 2013

(Poe minha)


(Poe minha)

(Poe minha) mão nos teus cabelos
Em tua face, teu céu, tuas estrelas
Deixe-me sentir tua cor!

E (poe minha) cor acoplada a tua
(Poe minha) borboleta em tua flor
A sentir tua fragrância!

(Poe minha) fragrância em tua tez
E preciso que teu gosto me possua
Num ato de degustar!

E (poe minha) amostra à prova tua
E (poe minha) boca nos lábios teus
Encha-me de porções de ti!

(Poe minha) alma toda desnudada
De sentimentos que são só para ti
(Poe minha) vida toda à tua inteira.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 22/11/13


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Tudo veio à tona

Tudo veio à tona

Ali estava teu ser, surgido do nada
Adentrou aquela janela; vi teu riso
A tua palavra entrou e direcionada
Fez-se em mim teto, parede e piso.

Cingiu-me de tão deliciosa muralha
Cultivou em mim flores dormentes.
Deu-me perfeita gota, e nada falha
Teus ares de eriço: frios e quentes.

E no dia tornou-te cobiça acordada
No anoitecer devaneei ser a tua lua
Inebriei-me em ti pela madrugada.

Ser tua flor: agradas a fragrância?
E ser teu sol: ofusco-te teu brilho?
Só queria ter para ti, importância!

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 21/11/13


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Vive em mim

Vive em mim

E vive em mim uma primavera
Com pétalas, cores e perfumes
Cada uma das flores te espera
E no hall letreiro de vagalumes.

Vivem em mim vários canteiros
Talvez todos viventes no mundo
Nos setembros ou nos janeiros
Colorem de jeito tão profundo.

Algo existe; e é assim tão belo
Só é; sem qualquer explicação
E estacionou aqui essa estação.

Meu sentir resistirá ao inverno
No banho de chuva eu almejo
O meu beija-flor e o meu beijo.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 18/11/13
http://raquelordonesemgotas.blogspot.com.br/

domingo, 17 de novembro de 2013

Eu sou a esperança

Eu sou a esperança

E se tudo me parecer arruinado
E se me furtarem a perseverança
Se do orbe eu ficar desencaixado
Preciso crer, eu sou a esperança.

E se o caminho parecer tortuoso
Se lágrima cair da minha criança
Se o adulto de mim for orgulhoso
Preciso crer, eu sou a esperança.

Se a minha flor tende emurchecer
Se eu tropeçar na minha andança
Preciso crer, eu sou a esperança.

Em minha essência algo invisível
Devo empunhá-lo e ter confiança
É minha fé, sou minha esperança.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 17/11/13


sábado, 16 de novembro de 2013

Amar

Amar

É tocar com carinho o rosto
É voejar sem asas no espaço
Conhecer o beijo com gosto
É comportar o nó do abraço.

Guardar palavra inesperada
Enxergar nos olhos o brilho
Impecavelmente adulterada
É perder e achar-se no trilho.

É fechar os olhos num sorriso
Seduzir-se com desconhecido
É confiar o coração se elegido.

É fazer de um quarto, o mundo
É guardar as noites na saudade
É fazer do mínimo: felicidade!

Raquel Ordones
Uberlândia MG 16/11/13


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Distância


Distância

Entre o aqui e o ali há um espaço
E sem a atitude não será galgado
E há cor que não auxilia no passo
O tom cinza deve ser descartado.

Cinzas assopradas desse percurso
A brasa que aborta a oportunidade
Aporta a sociedade o seu discurso
Arranca em vermelho a igualdade.

E o sonho? Esse é de toda a gente
Às vezes é medonho seu caminho
Dificultam-lhe a ler o pergaminho.

Distância se faz assim tão distante
Ambição, propriedade e obstáculo.
Exonera Deus, foge o sustentáculo.

Raquel Ordones

Uberlândia MG 15/11/13

Aparentemente

Aparentemente

Tenho o rosto cansado
Tenho lágrima que salta
Momentos de desgostos
Em círculo sempre vem!

E às vezes a face faceira
O sorriso que escancara
Felicidade que não cabe
Em círculo sempre vem!

O que dói não é de mim
Vem de fora e me invade
Despetala o meu jardim!

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 15/11/13

Abra a janela

Abra a janela

Já é outro dia, olha só!
E a semente já nasceu
Em instantes será flor
E nem isso você notou!

Abra a janela do seu ser
Aceite que a brisa entre
E assopre a sua poeira
Mundifique a sua alma!

Há cores além do preto
Há essência estampada
Há calores nos abraços

Há claridade em chama
Destranque seu coração
Acolha os raios do viver!

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 15/11/13

sábado, 9 de novembro de 2013

Estou a procura

Estou a procura

De sorriso com mais verdade
Do carinho com toda certeza
Da nobreza vestindo coração.

E da verdade mais sorridente
Da certeza do doce acarinhar
Do coração com alma nobre.

Caço o beijo com todo gosto
A tez que encrespa ao toque
E do corpo que pede calado.

Do sabor dos lábios beijados
Do contato que a pele abala
Do silêncio dos corpos depois.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 09/11/13

Vote em mim

Vote em mim

Sem juramentos e sem pressa
E o interesse? É só nosso bem
Vote em mim, e vamos nessa
Só pronuncie-me o seu amém.

E diga-me que sou a sua eleita
Governaremos nossos corações
Que seja a democracia perfeita
E sem demagogias, só emoções.

Vote em mim com  sua verdade
Subiremos ao palanque da alma
Passo a passo, tudo com calma.

E construiremos um dia por vez
Que seja esse o nosso mandato
Eu, você, o amor, felizes de fato!

 Raquel Ordones
Uberlândia MG 09/11/13


domingo, 3 de novembro de 2013

Minha alma se joga

Minha alma se joga

Então toda a minha alma se manifesta
Externando em forma de sentimentos, 
Minha mão dá uma mão e se empresta
É risco, é rabisco de versos aos ventos.

É uma fantasia tão forte, quase sentida
São pensamentos que até tem perfume
E misturam-se em uma realidade vivida,
Quase tem gosto, tem toque, tem lume.

Assim sou eu de alma jogada em poesia
Desvestindo-me além de lenço e sapato,
Tudo que de mim emana sou eu de fato.

Não sou poesia; e ela tem muito de mim
Sou verso torto, sem coerência, o normal,
Minh’alma tenta não parecer superficial.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 03/11/13