sábado, 27 de julho de 2013

Quando você me fez poesia


Quando você me fez poesia

Ali na sombra eu era uma tola semente
Em total silêncio vendo o mundo florir
Tantas coisas moviam em minha mente
Mas previa coisas que me fizesse sorrir!

E o seu sol abriu-se em minhas manhas
Pelas tardes o meu silêncio se quebrou
E adolesci, espargindo gosto das maças
Fiz-me versos que  sua emoção anotou!

Outrora silente, agora ouço minha voz
Em tom baixo para ouvir todo meu ser
A cada pétala em mim rescinde os nós.

E quando você me fez poesia, eu me li
Desabrochei-me e ofertei a minha alma
Há em mim a flor-poesia que fala por si.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 27/07/13


segunda-feira, 22 de julho de 2013

Em flor ando


Em flor ando

E o temperamento dos dias é um processo
Chegam, clareiam e não esperam ninguém
Sem queixa não aceitam nenhum regresso
Passa a tarde e a noite e outra vez eles vêm.

A semente abre os olhos, acorda o circuito
E sonha acordada em amanhã ser uma flor
Ergue com força no caule verde em negrito
Molha a chuva, e não impede do sol o calor.

Um desenho de flor se abre à nossa frente
A borboleta pousa no papel e sente o gosto
A vida não espera, espera ver-me no posto.

E sou flor nas estradas da minha andança
Eu busco levar ventos perfumados de mim
A cada acordar enfloro, constante jardim!

Raquel Ordones
Uberlândia MG 21/07/13


quinta-feira, 18 de julho de 2013

PESSOAS e pessoas


PESSOAS e pessoas

E quando passa é indiferente
Nada reluz , tudo sem brilho
E o seu passo é nada atraente
Não causa; sem bala o gatilho.

E quando passa fica a pegada
Inda que seja anêmico vento,
E traz aroma de outra florada
Deixa o cerne no pensamento.

E quando passa deixa um sinal
Arremessa pedra nas vidraças
E causa destroço, descomunal.

Há quem parte não foi convívio
Há quem parte, deixa saudade.
E há quem parte e traz o alivio!

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 18/07/13


Ler


Sinto-me despida de tudo, 
Quando me visto de um livro!

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 18/07/13

terça-feira, 16 de julho de 2013

Confissão


Confissão

Envelopei meu coração, segue missiva.
Com letras escritas em negrito e neon
Um amontoado de frases, silueta ativa
E nas paredes ainda, beijos em batom.

E lacrei a carta com a púrpura emoção
E postei na estrada que leva ao teu ser
Nem o vento pode impedir a dispersão
Nem a chuva e nem o sol, nada a deter.

E os meus versos eu colei no teu verso
Remeti-me, te destinei minha essência
Enviei o nada, o tudo e o meu universo.

Segue o meu eu, aderi-me no envelope
Inda que seja longo o caminho, eu vou
Minha alma busca a tua; louco galope.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 16/07/13


domingo, 14 de julho de 2013

Segredo anda aos segredos


Segredo anda aos segredos

O segredo não dorme perambula no inconsciente
Feito flor que o vento tenta arrancar dos cabelos
Faz do dia; noite, escondido; de toda luz ausente
Cata refugiar-se no último giro do fio de novelos.

Segredo não dorme, martela a alma, chantageia
Quase se externa em pequeníssima oportunidade
É feito um estopim que se resvala por toda a veia
É um padecer aos resguardos além-imortalidade.

O segredo anda aos segredos; é a valiosa chave
Genuíno sonegar; intimidades envoltas na alma
É estojo reservado que pulsa e também acalma.

O segredo não repousa, seus olhos estão abertos
Ronda na esquina da noite, pois mora no escuro
Causa arrepio à solidão do ser em cima do muro.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 14/07/13


sábado, 13 de julho de 2013

Sorriso Guardado


Sorriso guardado

Tenho sorrisos e mais sorrisos
E tenho sorrisos escancarados
Tenho sorrisos tímidos e lisos
E tenho sorrisos lacrimejados.

Eu tenho sorrisos espontâneos
Desses automáticos a encantar
E com formatos momentâneos
Que brotam para desabrochar.

E meus sorrisos são sentimentos
A meu ver tem uma explicação
Todos nascem do meu coração

Eu tenho um sorriso guardado
Jaz na minha alma a te esperar
Desenhei-o para ti e é singular!


ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 13/07/13


Poema moleque

Poema moleque

Eu queria tocar a campainha do teu coração
Só que eu queria é correr para o teu abraço
Fazer-te uma dedicatória rabiscada no chão
Esconder-me junto a ti em qualquer espaço.

Queria ser o céu da tua amarelinha, ser feliz
Atirar em ti com o estilingue pétalas de mim
Queria banhar-me do teu amor em chafariz
Queria andar descalça por entre seu jardim.

E queria me jogar na enxurrada de teu desejo
Brincar nessa chuva toda beijada de carinho
Atirar pedrinhas para que ache meu caminho

Eu queria lamber os meus dedos do teu sabor
Eu queria me esconder do escuro em teu colo
Queria acreditar em ti, feito criança; sem dolo!

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 13/07/13

domingo, 7 de julho de 2013

Um poema para você!

Se o poema foi feito para você é explicável porque tem tanto “você”!

Um poema para você

Nas linhas desse poema você se descobre escondido
Nos espaços entre versos você se encontra explicito
Em cada palavra de meiguice que você me responde
O meu ser experimenta a verdade, anseio tão bonito.

Existe uma veracidade aberta, há um querer tão bem
Há uma vontade de estar juntos sem nenhum por que
Há uma afinidade intrínseca, algo que vai muito além
É algo em troca de nada; há um gostar a nossa mercê.

Existe uma prisão tão livre, algema em flores abertas
Há tantas luzes coloridas que substituem a escuridão
Há almas que ainda em silencio simplesmente se dão.

Eu bem que tentei “você” nesse meu escrito imprimir
E por mais que arriscasse exprimir tornou-se ilegível
É impossível estampar você aqui; alguém tão incrível!

Raquel Ordones
Uberlândia MG 07/07/13

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Asas fascinadas


Asas fascinadas

Em voo fascinado a vida nos desvirtua
Ainda que com o nevoeiro do amanhã
Nas esquinas e lá nos lavarintos da rua
Em nosso cerne há um singro de tecelã.

Há crivos a cada passo, cada momento
Os enigmas nos alucinam e nos jogamos
Cegam-nos e damos rasantes ao vento
Perdemo-nos aqui, além nos achamos.

As portas lacradas carecem ser abertas
Inda que passemos pela mínima fenda
E há no dia e na noite sinais de alertas.

Cifrados em mistérios e olhares fanais
Confessos extasiados pela alma do sol
E apetecemos a lua em desejos carnais!

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 05/07/13
http://raquelordonesemgotas.blogspot.com.br/

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Inverno

Inverno

O tempo lá fora é frio, em meu peito é tão quente
O vento tem som gelado que esvoaçam os cabelos
Galhos dançam e se encostam de forma dormente
E todas as blusas em lãs outrora já foram novelos!

O edredom possui um calor invisível que conforta
Há uma lareira em meu corpo que o seu só chama
E quase ouço uma batida delicada em minha porta
Estação de imaginação que meu eu pelo seu clama.

E lá fora o sol brilha, e a temperatura é carrancuda
O meu coração com um ar bobo distante desse frio
Induz-me a pensamentos tão bons que até arrepio!

Só o tempo lá fora é frio, a minha estação é brasa
A fumaça expelida pela boca representa um desejo
Do seu corpo, do seu cheiro, seu toque e do beijo!

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 01/07/13





domingo, 30 de junho de 2013

Falso soneto


Falso soneto

Estou escrevendo um soneto sem métrica
Porque eu não sei separar sílabas poéticas
A minha imaginação é assim meio elétrica
Admiro versos torneados, belas estéticas.

E a rimas são fatais, mas sei escrever sem.
Há em mim um poemar quase automático
São espermas que florejam, os frutos vêm.
Opto por serem livres, e acho bem prático.

Aventurei contar tais sons silábicos, errei.
Não desisti e já contei outras várias vezes
Sei que possivelmente um dia aprenderei.

E nem por isso eu vou deixar de escrever
Não me bloqueia nem um pouco a mente
Minha poesia é minha alma para você ler!

Raquel Ordones
Uberlândia MG 30/06/13- 22:05

sábado, 29 de junho de 2013

Roseira


Roseira

Ergue-se o galho na esperança do botão
E firma-se a sustentar o cacho de beleza
Na ponta do verde explode um coração
Nasce batom rubro na pétala em leveza.

Gira o sol, há arco na íris que beija a flor.
Pinga o orvalho que se faz água de cheiro
Ambiciona e cata o vento todo esse olor
O encanto se registra no olhar primeiro.

Devagar botões se abrem, se convertem
Em perfeição no formato de duas rosas
Ornes que vibram, com a aura se vertem.

Vista a olhos nus, da semente a vivência.
Vive um embaralho entre galho e orvalho
E as rosas nesse pedestal exalam essência!

Raquel Ordones
Uberlândia MG 29/06/13


quarta-feira, 26 de junho de 2013

Nas trilhas do teu coração


Nas trilhas do teu coração

E descobri as trilhas do teu coração, vi flores
Ainda que quisesse me divulgar o teu espinho
Senti perfumes num riacho que causa calores
Plantas silvestres às margens desse caminho.

Vi borboletas em cores brincando em ciranda
Vi coelhinhos saltitantes, carinho em pelúcia,
A rubra brasa, verde esperança da guirlanda
Ouvi o cri-cri do grilo, a cigarra e sua astúcia.

Fiquei fora do ar, volitei-me com o pé no chão
Pisei nas nuvens nesse pedaço de céu na terra
Precisamente assim me senti em teu coração.

Lá é lindo, tem chuva de carinho que me rega.
Deslizo sem corrimão nesse arco-íris de amor
Achei tua trilha, é onde meu ser agora trafega.

Raquel Ordones
Uberlândia MG 26/06/13


sábado, 22 de junho de 2013

Então...



“Não vejo segredo algum em ser simples,
Muito menos insanidade em ser sincera,
apenas faço das coisas como gostaria que elas fossem,
trato as pessoas como gostaria que me tratassem
e vivo os meus dias na esperança de que
onde quer que o meu caminho me leve
lá vai estar florindo o que plantei
no decorrer de cada passo! “

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 22/06/13


"O visto não dito borra a imagem"

"O visto não dito borra a imagem"

Sabe aquela porta que parecia emperrada?
Aquela que se via coisa bonita pela fresta?
Aquela que tinha dobradiça, chave dourada?
Então... Um pássaro ali o seu canto presta!

Tem um sorriso de sol despontando receado
Tem uma alma carregada de um mundo rico
Há ali um mistério que torna tudo encantado
Voeja um pardalzinho com raminho no bico!

Tem uma esperança no verde daquela grama
Persuasão de uma graça, igualmente da rosa.
Há algo incrível de uma delicadeza minuciosa.

Ali mora um ser com uma delicia na essência
Uma malícia gostosa desnudada na entrelinha
Por trás dessa porta, há um calor que aninha!


ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 22/06/13

“Em meio à vastidão do mar é sabido que há pérolas”

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Escrito nas estrelas


Escrito nas estrelas

O sol se põe, lá vêm elas uma a uma acanhadas.
Ocupando seus lugares rematando seus brilhos
Maquiam-se para a noite como gotinhas aladas
Nas composições do poeta elas são estribilhos.

Dadas em presentes, diversos são seus donos
Em noites de céu limpo praticam ciranda à lua
E cada uma, uma estória, isenta dos abandonos
São versos anexos no além, vistos aqui da rua.

Um conjunto impecável de luzinhas reluzentes
A cada pontinho desses foi feito uma gravação
Um “eu te amo”, um “para sempre” aderentes.

E lá nas estrelas está escrito sim, eu já fiz isso.
Gravei em neon rubro o meu amor no cruzeiro
Dei-te presente; que selou nosso compromisso.

Raquel Ordones

Uberlândia MG 20/06/13

Vi-te


Vi-te

Virando a vértice
Deparei-me ao teu encanto
É tanto anseio!


Uberlândia MG 20/06/13

quarta-feira, 19 de junho de 2013

O respeito anda doente... Maltrapilho, mal tratado, decadente!


O respeito anda doente... Maltrapilho, mal tratado, decadente!

O respeito anda doente... Maltrapilho, mal tratado, decadente!

Quando a lua se escondeu, de vergonha, de medo, de indignação
e os poetas da vida se ocupavam de lindos poemas à pátria,
pátria esta, extorquida, exaurida, estupefata, vinha do alto do poder
um cheiro forte de fumaça, um quê de enxofre fantasiado de luz,
que parecia engolir as consciências e erguer uma cortina pintada
de trevas no país do sol pungente, uma alma em negritude faz-se presente,
 roubando nosso direito de opinar! Mas nunca o direito ao protesto!

O respeito anda doente... Maltrapilho, mal tratado, decadente!

E, nas trevas, onde a insanidade quase inocente dançava solta,
onde nada a fazia parar de rodopiar, envolvendo assim o que estivesse
à sua volta, semeando a inquietude e a revolta, através de votos espúrios...

O respeito, este sim, anda doente... Maltrapilho, mal tratado, decadente!

Um ser que infelizmente, mente tanto que nem sente, diria: um insano
- Como pode não perceber que o povo não participa desta loucura, desta frescura?!
De repente, o cheiro de fumaça, se amplia, segue uma nostalgia que anuncia
Um ser que vive no eterno breu, que não se mostra, mas está presente e denuncia
que a ele foram prometidas algazarras, transformações em muitos corações...
Mas, patifarias com certeza, a lua não permite, algozes correm velozes!
Há um quê de Luz que nos livra de infortúnios, brilho esse, que protege a nossa voz.

O respeito, este sim, anda doente! Maltrapilho, maltratado, decadente!

Esse voto dito “santo” tão falado, esse mesmo que não adianta mudar a sua forma,
que vem da insanidade e muda a política
e a teu voto, falso Feliz, de uma forma nefasta e ridícula,
que arrasta nosso povo ao preconceito, tem na lâmina da face só vergonha...
só desprezo, só desgosto, um desrespeito!

O respeito, este sim, anda doente! Maltrapilho, maltratado, decadente!

Doem nas almas desses poetas da vida assistir ao poder de formar os jardins
que eles plantam cotidianamente, esses mesmos poetas que amam a luz
sofrem com essa escuridão na qual estão sendo transformados os dias,
onde não há lábios vermelhos de sorriso, mas sim um rubro da violência
espalhado pela grama outrora verde!

Onde um doente vem propor a cura a quem nunca adoeceu,
posto que doentes existem muitos neste País meu...

---O respeito, este sim anda doente! Maltrapilho, maltratado, decadente!

Onde a ganância e o enriquecimento ilícito sufocam! Onde o pronome EU predomina,
 onde os degraus não são galgados um por um, e existe sempre um peixe dentre os ditos santos...
porque a minoria que está à frente é pisoteada, cuspida na cara...

O respeito, este sim, anda doente... Maltrapilho, mal tratado, decadente!

A doença está nos olhos de quem vê, queremos mais um arco-íris nesta lida
pois se assim seremos vistos nesta vida, vamos marchar sobre esta vil opinião!

O respeito, este sim anda doente! Maltrapilho, maltratado, decadente!



Ângela Chagas RJ/Jane Moreira MG/ Raquel Ordones MG / Márcia P. de Sá PE

terça-feira, 18 de junho de 2013

Acorda Brasil


Acorda Brasil

Munido, tanta riqueza
É assim a nossa nação
Com gente sem coração
Mas com tanta esperteza
Falta lhe o pão na mesa
E digo, acorda Brasil
Mire o céu azul anil
Fora com a corrupção
Gente passando a mão
Cadê o povo varonil?

Saúde é calamidade
Educação deficiente
A bola não vai à frente
No imo tanta maldade
Mataram a humildade
E digo, acorda Brasil
Mire o céu azul anil
E grita o preconceito
O ladrão é reeleito
Cadê o povo varonil?

“Brava gente brasileira”
Descruze seu forte braço
Ocupe o seu espaço
E sai dessa pedreira
Que tal ser a jardineira
E digo, acorda Brasil
Mire o céu azul anil
E busque a igualdade
Seja a prosperidade
Cadê o povo varonil?

E é árdua essa luta
Fé em Deus e muita garra
Acabe com essa farra
Tire o poder do biruta
Dá na cara do batuta
E digo, acorda Brasil
Mire o céu azul anil
Tanta bolsa que não cabe
E tanta gente não sabe
Cadê o povo varonil?


Raquel Ordones
Uberlândia MG 06/2013

segunda-feira, 17 de junho de 2013

E eu tentei novamente


E eu tentei novamente


Tentei enxergar os teus olhos, mas as esquinas da distância me impossibilitaram desse feito; inda assim os meus bateram palmas com os cílios no fechar e abrir em tua busca!
Tentei novamente pegar com todas as forças o teu sorriso nessa mesma distância, mas só consegui a reprodução do mesmo através de uma emissão linda da minha mente estendida pela minha imaginação que veio de encontro ao meu sorriso e o fez abrir-se!
Pedi ao vento para que me trouxesse o teu perfume, ele se prontificou em atender-me até tentou trazer, mas em meio à distância teu perfume se misturou a outras fragrâncias e adulterou-se!
Engraçado como essa tal distância acha que tem esse poder, ela não sabe que no SENTIR jamais poderá intervir, perdeu garota! O SENTIR está no cerne, e nele não cabe a distância, ele é a própria proximidade, você também dona distância não consegue impedir que a voz me chegue muito menos as palavras trazidas por ela, estas sim trazem fendas que deixa transparecer a alma, que permite que eu veja toda uma essência!
Lamento dizer-te distância, você é tão somente um detalhe nesse contexto!



ღRaquel Ordonesღ

Uberlândia MG 17/06/2013


sábado, 15 de junho de 2013

Essência da composição


Essência da composição

São alados os poemas; carrega no seio a alma
E voejam velozes de corações  para corações
É a inquietude explicita que por vezes acalma
Ou é uma calma que causa as asas sensações.

Poema é feito um passarinho, na gaiola chora
E se o livro não se abre a inspiração se aborta
Um querer ser livre e uma vontade ir embora
É encantar; aporta no infinito se abre a porta.

Sustentam-se da doçura do que mora dentro
E as penas e a pena que se juntam aos dedos
Nada explica essa relação e os seus segredos

Os poemas são abraços em busca de abraços
Levados por asas exalando essências ouvidas
Edificando seus ninhos em paradas sentidas!

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 15/06/13


quarta-feira, 12 de junho de 2013

E foi assim...


E foi assim...

E os teus cabelos eram macios,
Exalavam um perfume tão bom
Tinha história cada um dos fios
Eram cifras de músicas no tom!


A cada afago lágrimas saltavam
E o carinho com força exorcista
Abluía dores, pelo chão rolavam
Eram lágrimas a menos na lista!


Uma a uma se foram, esvaíram
E no peito a folga para respirar
E logo à frente a luz a chamejar!


Por uma porta cheia de estrelas
O sono veio e te tomou pela mão
Expôs novo dia, renovou coração!


Raquel Ordones
Uberlândia MG 12/06/2013



No ato de me levantar,
lá vai ele ao chão,
descalço ou calçado
me leva aqui,
me leva acolá,
me leva para o abraço
e no abraço fica na ponta
Sobe e desce escadas,
pisa no freio, 
me leva sempre à frente, 
me leva onde tem gente,
em todas as direções
aponta meu norte,
me sustenta ao chão!
No passo de dança, 
pé que me suporta
no tamanho 34!

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG  12/06/13