Desligo a luz, janela aberta, olho lá fora.
Hora das estrelas; piscam nuvens de amor.
À flor do corpo, me deito e é sem demora,
Afora na mente: você; sinto o calor.
A cor do sono me pega a mão, nesse agora.
Devora-me, carrega meus eus; um torpor;
Frescor, boca molhada; você me namora.
-Ora, ora, ora! Nem me desperte, por favor!
Pudor nenhum; é que a gente no outro só mora.
Colabora encaixes, e sem mediador.
É ardor de carnes que se dão, e param a hora.
Embora surreal, é tão avassalador.
Predador você, presa eu; ao inverso, melhora.
Implora o tesão canibal; já é albor.
Raquel Ordones #ordonismo #raqueleie
Como em padaria.
O sonho é tão gostoso
feito em poesia.
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