sábado, 30 de setembro de 2023

Pé de poesia


 

Pé de poesia

 

É, tenho um pezinho de poesia.

Confia! E me levam pra viajar.

Descansar para o alto é alegria.

Harmonia na base e ao deitar.

 

Andar por entre trilhas, pela areia.

Meia é nenhuma; só por inteiro.

Arteiro; ele corre se der na ‘teia’.

Passeia entre as flores tão sorrateiro.

 

Parceiro; me ajuda a buscar café.

A pé ou no carro ele anda elegante.

Importante que ganha cafuné.

 

É, tenho um pezinho de poesia.

Ousadia, e de tamanho gigante.

Excitante até; cheirinho irradia.

 

Raquel Ordones

Uberlândia MG

E dorme como as outras crianças...

E dorme como as outras crianças...

 

Vem de muito longe essa tal menina.

Pequenina; sol repleto de dança.

Herança: jeito exato: bailarina.

Traquina; véu na cabeça; criança.

 

Esperança menina; ponta de pé

Ré, vira, volta, revira; se lança,

Trança as perninhas e com toda fé.

É borboletinha, voa e balança.

 

Aliança com passado e presente.

Exatamente como era, permanece.

Parece que foi ontem; mas a alma sente.

 

-Gente, é pra sempre essa menina!

Fascina; olhinhos fechados, desliza.

Pisa leveza sempre: a bailarina.

 

Raquel Ordones