sexta-feira, 1 de maio de 2026

Prostituta sobrenatural

 


 

Finta no meio da noite, meio do sono.

Entrono; toma posse; em refinada cinta.

Distinta, compulsão, volúpia; sem ressono.

Outono, primavera da flor que tilinta.

 

Sucinta, desbanca o homem, de mulher alada.

Calada; prostituta sobrenatural.

carnal ela drena, a eficácia é sugada.

Excitada se abasta em força sexual.

 

Medieval seu tempo; antes? Depois? ou quinta?

Printa a carne; absorve vida; exaustão afinal.

No varal da madorna, súcubo faminta.

 

Labirinta no desequilíbrio moral.

Animal; vício da devassidão não extinta.

Pinta a vamp, predadora fisiomental.

 

Raquel Ordones #ordonismo #raqueleie

 

 

Anjo demônio

Magia que amplia os hormônios

E os sorvem...

 

 

 

Uma súcubo é um demônio folclórico feminino, alado, chifres curvos viciadas em sexo, que seduz homens frequentemente durante o sono, para sugar sua energia vital, sexual ou emocional; manipulam diretamente o quarteto da felicidade para subjugar suas presa.

A "magia" do súcubo aumenta absurdamente a produção desses hormônios no cérebro da vítima. (dopamina, endorfina, serotonina e ocitocina)

 Originárias de lendas medievais, essas entidades aparecem em sonhos tomando a forma de um desejo sexual intenso para esgotar as vítimas, podendo causar a esses, impotência e sofrimento.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Entrei para comprar um livro

 

 

Já tinha morada total em minha mente.

Quente num efervescer: - De um livro preciso!

Riso apaixonado, não: apaixonadamente.

Totalmente; a minha pulsação eternizo.

 

Juízo fora, página em ar diferente.

Lente em modo zoom; verbo em textura e liso;

Piso com flor e vaga-lume reluzente.

Coerente às vezes, quase romantizo.

 

Paraliso; um novo livro, encontro envolvente.

_Gente, uma nova aquisição! Voo diviso.

Guiso de letras, num sentir entorpecente.

 

Em poente e nascente, a alma exteriorizo.

Deslizo folha adentro, misto; pertencente.

Presente; a leitura completa; e poetizo.

 

Raquel Ordones #ordonismo #raqueleie

 

Cheiro, gosto; degustação

Garfadas num monte de letras

Colheradas cheias, talvez...

 

 

 

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Das dores verdadeiras

 

 

É, às vezes nem dói tanto os atos em si.

Vi: não temos juiz se levamos a falta.

Pauta: erga, cate seus cacos; saia daí.

Entendi que somos por nós; céu é ribalta.

 

Astronauta em nossas luas, e por aí;

Percebi que é vítima quem nos assalta.

Exalta a não culpa:  sou inocente! Isso ouvi.

Cri, são tantos pênaltis sofridos em lauta.

 

Incauta; tons pontiagudos recebi;

Feri, mas decretei ao casco:  esteja em alta.

Ressalta a minha força; de mim, exigi.

 

Segui; reavaliei a ação; um alívio salta.

e na flauta de mim, o meu som escolhi.

Aprendi meu autoconhecimento me esmalta.

 

Raquel Ordones #ordonismo #raqueleie

 

 

... “o jogador cai no chão e se enrola e rebola a exibir bem alto as suas queixas.

A dor dele faz parar o mundo.

Um mundo cheio de dores verdadeiras para perante a dor falsa...”

 

Mia Couto

 

quinta-feira, 23 de abril de 2026

O sabor do seu cheiro


 

O seu olhar me trouxe um aroma de inocência.

Adolescência verte meus poros; inala.

Cala pra sentir a fragrância em escorrência.

a turbulência perfumada em alta escala.

 

Bala, hortelã seu beijo, o melhor da existência.

Preferência minha? Tudo seu em mim resvala;

Abala a estrutura; excita minha carência.

Essência de entrega; aromal que me acasala.

 

Gala, pele em balsâmica desobediência;

ardência; aroma do desejo e a carne fala.

Embala num prazer louco de inconsequência.

 

Potência o seu perfume; tudo me intercala.

Regala o odor, seu tesão doce violência.

Exigência: exale os seus cheiros, me avassala.

 

Raquel Ordones #ordonismo #raqueleie

 

Sabores e cheiros

recheios que saem da alma e

temperam a carne.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Vez em quando mergulho em mim


 Ao tomar café hoje, sentei comigo.

O trigo na mistura do pão era apurado.

Purgado como nunca, dizer nem consigo.

Digo; jamais o percebi assim acurado.

 

Ourado um girassol num vaso bem antigo;

Abrigo pro meu olhar ali estacionado.

e pausado num sentir que quase mastigo.

Ligo o rádio; Djavan me adentra ensolarado.

 

Calado, meu ser encontra meus eus; prossigo.

O inimigo está em mim; é sempre encontrado.

Ousado, o paro; não o vejo como castigo.

 

Desligo o rádio, um alívio vem murmurado.

Tocado o coração, precisa desse amigo.

Artigo de luxo: esse tempo ao meu lado.

 

 

Raquel Ordones #ordonismo #raqueleie

 

Hoje me contei uma história.

Há tempos não me fazia rir.

Encontrei comigo no passado.