terça-feira, 28 de março de 2017

Das tempestades de nós

Das tempestades de nós

Ardência em vento que esvoaça folhas,
Escolhas nulas; gruta de impotência,
Escorrência na tez e almas pimpolhas,
Bolhas colidem em fixa demência.

Influência sã, força irrestrita,
É negrita a faísca em letra avulsa,
Pulsa num raio à menor escrita,
Cita cúmulo-nimbo que convulsa.

Expulsa o pó, pretérito se parte,
Arte presente de nós um dilúvio,
Anuvio volição, voar em marte.

Aparte o mundo, no dentro Vesúvio,
Plúvio e trovões, Zeus em mim encarte,
Em comparte: nós em nosso eflúvio.

Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG

sexta-feira, 24 de março de 2017

Esvazia desejo; alma vazia

Esvazia desejo; alma vazia

E do corpo germina um sobressalto,
No alto a flor da pele num arrepio,
Um frio, um quente; às vezes eu me falto,
Pauto, o meu desgoverno é vadio.

Um sadio sentir de um querer insano,
Pano que se desveste, cai cortina,
Libertina alma, poros oceano,
Profano abalo, num rir de retina.

Rotina adeus, na tez a latência,
Essência; golfa aroma e é notável,
É amável e estúpida a carência.

A demência sem nexo, ora palpável,
Consolável a carne varre ardência,
Prepotência, a alma não é masturbável.

Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG

"Posso ir "

“Posso ir”

A minha alma tem gotas e tem mares,
Pomares, flores, pássaros e frutos,
Brutos, suaves, leveza de pensares,
Tem ares pueris, sábios, matutos.

Cultos e confissões, orar diário,
Armário, porta aberta, guloseima,
E teima em dizer sim ao imaginário,
No calendário um ontem que inda queima.

Freima o vento, quintais, caus e barulho,
Embrulho saudade em carrosséis,
Papéis, girassol, peixes e mergulho.

Pedregulho no chão, luz e bordéis,
Anéis látex, relíquias de orgulho,
Vasculho estrelas quando sou hotéis.


Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG – 24/03/2017

sábado, 18 de março de 2017

Meu diário

Meu diário

Hoje o dia despertou emburrado,
Nublado, o sol não quis sair da cama,
E fez drama; o bonito foi ofuscado,
Camuflado, nem tirou o seu pijama.

A lama jazer, pois o calor dorme,
Meu uniforme não secou no varal,
O meu jornal se molhou; sem informe,
E conforme estação não é normal.

Portal encharcou, tem uma neblina,
Na esquina um café, mas está vazio,
Frio corre solto a ferir a retina.

Menina nem respira em arrepio,
No fio, pio e pardal sem adrenalina,
Matina glacial, mas o sol nem viu!


Raquel Ordones #ordonismo

Uberlândia MG 

Sabor de saudade

Sabor de saudade

Era manhã, me cozi em saudade,
Claridade do dia se fez fervura,
À altura içou fumaça em liberdade,
Afinidade sua, e sem brandura.

Fritura, o pensamento no seu cheiro,
Tempero de um passado, mas presente,
Quente em sabor, açúcar e saleiro,
Talheiro prata, anseio reluzente.

Ardente em carne, na alma um alecrim,
Talharim de delícia, cena ardida,
Na medida e no ponto, gosto assim.

Estopim de nós, fervor, eu servida,
Sorvida por essa lembrança, enfim,
Em mim ceia de nostalgia bandida.

Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG 



O homem de frente para si

O homem de frente para si

Então, é que nos seus olhos, não olha,
Desfolha uma inverdade do seu cerne,
Não discerne seus eus, nem os restolha,
Molha e borra, na sua carne berne.

Em aderne, feito uma folha ao vento,
Fingimento na essência, franco rosto,
Desgosto não tem, há consentimento,
Sem lamento, valida esse composto.

Exposto, a sua máscara, logo usa,
Abusa do seu embuste que convence,
E pertence a duas caras; que compense.

Tem suspense no existir, fraude inclusa,
Confusa sua vida, enganação,
Então, em toda regra uma exceção.


Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Canção inabalável

Canção inabalável

Melodia em notas fortes; é o amor,
Um calor de voz que venta na nuca,
É muvuca na carne, acesa flor,
Rumor; perturba de fundir a cuca.

Maluca lufa nalma desarranja,
Esbanja ritmo, um passo noutro passo,
Abraço, beijo em beijo, tudo arranja,
Manja de efeitos: santo ora devasso.

O terraço da tez é invadido,
Bandido acorde faz a roçadura,
Brandura do cochicho, aura em altura.

Partitura paixão, de amor perdido.
Sustenido imo, dantes e presente,
E sente gritos num baile silente.


Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG 

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Calembur

Calembur

Eu rio, mas se sou rio, longe do mar,
Amar; vela que acende, ascende a vela,
Ela uma coragem, sou ela a navegar,
Morar no nada e nada em aquarela.

Gela se casa e não está em casa,
Em asa leve, que o seu sonho leve,
Breve a serra que cerra visão rasa,
Vaza a pena. Que pena, mas se atreve!

Escreve um conto; conto; um, dois e três,
A tez eriça, iça no canto um canto.
E levanto; acento no assento? Espanto!

Tanto cinto, que sinto, não; talvez,
Xadrez a calça; e calça bota torta,
Na torta bota vil “sarin”, viu a morta.


Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG

Sublimação

Sublimação

A poesia vai além-composição,
Estação de quem chega e de quem parte,
Arte da essência, luz, coloração,
Comoção que na viagem é encarte.

Aparte o status se o poeta ostenta,
 E se inventa ser, foge ao natural,
Plural não vive; só alma sedenta,
Sustenta o encanto de jeito cabal.

Varal onde um alento se balança,
Trança pureza na singular teia,
Enleia-se; caneta, par da veia.

E semeia fascínio, afora lança,
Dança imaginação, afixo onírico,
Empírico do ser, ora em eu lírico.


Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Adeus

Adeus

Arroteia umas flores, toca pontas,
Pesponta algumas poucas amizades,
A religiosidade sai das contas,
Tontas falas; requenta falsidades.

Lealdade não planta; colhe engano,
É insano seu jeito; ar egoísta,
Intimista, cobiça em oceano,
Profano coração, por aí é vista.

É moralista; acende seu cigarro,
O pigarro perturba o seu batom,
O tom do seu olho foge; em moletom.

Do edredom avista as flores no jarro,
Num esbarro de cílio, vai afinal,
Terminal, amanhã o funeral.

ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG 

Naveg(a)ndo

Naveg(a)ndo

Viajo para dentro dos meus eus,
Deus na porta de entradas e nos fundos,
Mundos diversos, tantos, todos meus,
Ateus, crentes, rasuras e profundos.

Corcundo pensamento, outros esguios,
Há fio desencapado, alta tensão,
A razão não confia nos arrepios,
Vadios desejos, santo coração.

A emoção ri e escorrega em tobogã,
Sou fã do movimento; tem leveza,
Tem fineza, verdade, até tristeza.

Acesa alma; casaco e luva em lã,
Clã de loucos, calmaria que pira,
Tem ira, tem segredo, até mentira.


Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG 

Hediondo

Hediondo

Seu coração ao amor já não responde,
Bonde toca; adustível ambição,
Repulsão; se confere tal qual conde,
Onde o poder é cálice, a emoção.

Reação de revolta; assim provoca,
Invoca um Deus, que alastra fedorento,
O seu comportamento se equivoca.
E se aloca num orbe assim; nojento.

Auto envenenamento; alta dosagem,
Mensagem não entende, rasga a bula,
Anula a vida, em poço gesticula.

Perambula cadáver, sem blindagem,
Sem triagem e sem posologia,
Esfria então, coagula a poesia.


Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

íntimos

Íntimos

Veste-se em tecido suave e leve,
Atreve na volúpia pueril,
De perfil uma escultura transcreve,
A neve ferve de jeito febril.

Abriu seus lábios e fechou num beijo,
Molejo em quadril no corpo repete,
E promete a flor em doce versejo,
Arpejo em gemidos sobre o carpete.

Reflete na alma, frêmito da tez,
 Imediatez na coxa que roça,
E coça as vísceras a escutar bossa.

Apossa-se do outro mais uma vez,
Talvez p’ra sempre naquele momento,
Atento; comprime o seio no intento.


Raquel Ordonesღ #ordonismo

Estação de mim

Estação de mim

Sua voz; apito em consentimento,
Sentimento de mim sem desembarque,
Encharque na alma de contentamento,
Um carregamento ao som de Buarque.

Num parque me vi sem o passaporte,
Norte eu perdi em sua curva ousadia,
É ventania em meu ser de grande porte,
Forte; senti-me sem trilho, ironia!

E magia eu vi na sua janela,
Passarela suspensa que me informa:
_A plataforma do imo se transforma!

Sem norma, algo agigantado revela,
Ela-me; fogueiro da direção,
Não passageiro da minha estação.


Raquel Ordonesღ #ordonismo

Se eu pudesse

Se eu pudesse...

Se eu pudesse voltaria a ser uma menina,
Pequenina, cabelo de Maria Chiquinha,
Engraçadinha que sinceridade ensina,
E fascina seus olhinhos, uma estrelinha.

Amarelinha, pique esconde, pula corda,
Aborda e conversa com flores e animais,
Florais no vestidinho, alegria que transborda,
Borda sonhos em arco-íris e espirais.

E varais de carinhos sempre são estendidos,
Prendidos com lisura; fantasia, boneca,
Sapeca; tem um medo que a sua alma peca.

Levada a breca corre nos quintais varridos,
Florido pomar; ousa apanhar borboletas,
Piruetas: garotinha multifacetas.


Raquel Ordones #Ordonismo

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Madrugando com a Mamazinha

enxurrada de versos

Enxurrada de versos

Pensei: _Hoje vou escrever apenas um verso,
É; do meu reverso, um daqueles bem curtinhos,
Devagarzinho em mim caiu todo o universo,
Disperso imo; em palavras voei passarinhos.

Os desalinhos se alinham no pensamento,
Evento melindre de poetrix a indriso,
Um paraíso de inspiração soprava o vento,
Barulhento enxurro, vendaval e granizo.

Um riso de canto de boca escapou, enfim,
Um sim da inspiração esguichou feito alude,
Grude de profundeza borbotando açude.

Pude sentir na veia um cheiro de jasmim,
E sai de mim, senti fogo no meu graveto.
Do folheto da alma imprimiu-se um soneto.

Raquel Ordones #Ordonismo
Uberlândia MG 

Colhendo causos

Colhendo causos

Caminho com cabeça, coração,
Canção, confiante, conhecimento,
Casamento: carícia, compreensão,
Conexão, carisma, comedimento.

Cumprimento chuva cantarolando,
Catando crisântemo colorido,
Colhido com calor, catalogando,
Considerando caule concedido.

Cupido coroei;  céu contemplei,
Confessei cada coisa complicada,
Calada chorei, contive centrada.

Consolada, coragem condensei,
Cultivei cores, cerne colossal,
Cristal catalisei, cingi carnal.

Raquel Ordones #Ordonismo
Uberlândia MG 

Soneto vadio

 Soneto vadio

Tem pegadas; em mim um automático,
Enfático a pular todos meus muros,
No obscuro me invade pouco didático,
Lunático; malandro sem perjuros.

Impuro; num roubar minha atenção,
Pretensão; com as garras da esperteza,
Com sutileza e sem nenhum arranhão.
É ladrão dos meus eus sobre a mesa.

É destreza, sete vidas me arranca,
Espanca-me o ouvido; mia e ronrona,
Carona pega na minha poltrona.

Detona-me; é de figura franca,
Destranca-me soneto em arrepio,
Cio de poesia de jeito vadio.

Raquel Ordones #Ordonismo
Uberlândia MG 

O jardineiro me confessou

O jardineiro me confessou:

Que no jardim a gente respira com alma descalça,
Calça-se em terra a unha num refuçar sem fim,
Assim, a vida interior no silêncio da noite; realça,
Em valsa dançam: os verdes e os coloridos; sim.

Enfim, a pedra é imperante, um monumento frio,
O brio do nosso dentro perante uma flor se cala,
Estala a sementinha em barulho de vida qual rio,
No cio fica ereto o galho roçando em outra ala.

Abala o vento, mas a borboleta se faz tão forte,
Do norte da lagartinha ela vem fazer o seu show,
Em cada gol das bolinhas da joaninha em voo!

Entoo uma canção de vida, o cuidado é sua sorte,
O corte faz crescer, não se tem o formato primeiro,
Em canteiro me florejei ao confessar-me o jardineiro.

Raquel Ordones #Ordonismo
Uberlândia MG 

Soneto infiel - sem métrica

Notas sobre ele

Notas sobre ele

Tem a alma fofa, é toda doação,
Coração gigante toca o infinito,
Negrito carinho, tanta emoção,
É junção da alegria com o bonito.

E num grito calmo é uma voz no mundo,
É segundo que dura eternidade,
É amizade num mergulhar profundo,
Fecundo em olhos de felicidade.

Idade adulta, espírito menino,
Fino saber, derrama inteligência,
Competência; escrevendo sua essência.

Aparência linda fez ao destino,
Bailarino de letras; faz magia,
Alforria do inspirar, tão poesia.

Raquel Ordones #Ordonismo
Uberlândia MG

Fazendo poema

Fazendo poema

O barulho não atrapalha é simples assim:
No meu jardim há calha aberta à inspiração,
Em fração de segundos eu sou uma sem fim,
 Jasmim olha a minha fecunda floração.

Sou estação poesia por onde tudo passa,
Entrelaça-me a folha seca do pretérito,
Inquérito que no meu dentro faz pirraça,
Devassa-me em presente pela veia: eférito.

Mérito não sei; sei que um turbilhão me vem,
Além dos meus eus, sinto melodia em falsete,
Macete: pego uma caneta e um tamborete.

Caguete alma, faz meu sentimento refém,
_Tudo bem, me rendo; deito tudo em papel,
O meu céu a estrelar poema, sem nenhum véu.

Raquel Ordones #Ordonismo
Uberlândia MG 

Pluviosidade de mim

Pluviosidade de mim

E esse arrepio que me causa o pingo,
Jingle da chuva toca minha tez,
Um, dois, três eu já sou toda respingo,
Extingo do cerne o abalo, talvez...

E com altivez a chuva me toma,
Doma todo meu eu com sua magia,
E tão fria em feitiço com seu aroma,
Bioma-me em conjunto à poesia.

Sinergia perfeita; a chuva e minha alma,
Acalma; luva que me cai e desnuda,
Pontuda na cútis escorre e gruda.

Ajuda em viagem, bate-me palma,
E sou agalma em vida nesse bruxedo,
_Sem medo à pluviosidade: cedo!

Raquel Ordones #Ordonismo
Uberlândia MG 

domingo, 27 de novembro de 2016

Mais notas sobre ela


Mais notas sobre ela

Coleciona ousadia, seu mundo pinta,
Tilinta em poesia, profundo verso,
Reverso ao convencional; labirinta,
Extinta qualquer duelo perverso.

Imerso no bom, de forma sucinta,
E sinta-se a vontade à sua vista,
É realista e o seu feitio requinta,
Distinta das demais da sua lista.

Estilista da liberdade sua,
À lua toca; simples borboleta,
Violeta, vermelha, azul ou preta.

Pirueta-se na calçada e rua,
E flutua vestida em miosótis,
Em potes de mel, o bardo a faz motes.

Raquel Ordones  #Ordonismo

Uberlândia MG 

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Receitinha básica de amor

Receitinha básica de amor

Ingrediente principal, respeito,
Preconceito por perto embatuma,
Bruma a massa do coração de jeito,
É feito que o paladar desarruma.

Uma pitada grande de noção,
É sem moderação o açúcar da alma,
Acalma e abranda qualquer aflição,
Doação de fato, sabor e agalma.

E palmas ao quebrar ovos de mágoa,
Enxágua o cerne, em carisma besunta,
Ajunta com fé, mexe sem pergunta.

Defunta-se a raiva, na pia deságua,
Frágua branda e fecha abraço calor,
Sabor, receita básica de amor.


Raquel Ordones  #Ordonismo

Uberlândia MG 

Você se fez música em mim




Você se fez música em mim

Em minha vida entra; todas as notas,
Brota movimento na partitura,
À altura de mim é letra nas rotas,
Anota-me na alma tanta doçura.

 Em loucura de afinação me grava,
E regrava coleção nos momentos,
Ventos;  musicalidade singrava,
Tocava em harmonia, sentimentos.

Alento-me inteira nos seus acordes,
Em recordes de um doce concerto,
Um desconserto de mim em acerto.

Verto-me em som, perfeita odes,
Concorde com meu toque e dedilho,
Ilho-me em seu sol, somos estribilho.

ღRaquel Ordonesღ  #Ordonismo
Uberlândia MG 

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Ás vezes a gente é tão meio

Às vezes a gente é tão meio

Então, às vezes a gente é assim: tão meio,
Receio até que somos incompletos,
Secretos de nós; será que isso feio?
E chuleio-me as partes nos trajetos.

 Inquietos em una divisão,
Razão não sei, do bipolar estado,
Cravado na gente essa confusão,
Ação que dá norte e desnorteado.

Calado; a fala na ponta da língua,
Exígua é a coragem perto do medo,
Meio cedo, meio louco, enveredo.

Meio azedo, meio doce, o eu se míngua,
Meio íngua; meio crente, meio são,
 Fração de nós de inteiro coração.

ღRaquel Ordonesღ 

Uberlândia MG 
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Entre uma dor e outra

Entre uma dor e outra

É; entre uma dor e outra, leio e escrevo,
Atrevo-me entre uma dor e outra, sim!
Afim de melhor me sentir; enlevo,
Trevo despetalo. Cheiro jasmim.

Assim, entre uma dor e outra, me calo,
Intercalo trabalho e chocolate,
Abate-me a saudade de resvalo,
E no gargalo; açúcar e abacate.

Ora no empate, ora perco, ora ganho,
Eu barganho melancolia por beijo,
Queijo, sorvete e oração; amor almejo.

Vejo; entre uma dor e outra, rosa apanho,
Assanho-me em abraço amigo ao vento,
Sento-me em calçada e engarrafamento.

ღRaquel Ordonesღ 
Uberlândia MG 
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