segunda-feira, 27 de abril de 2015

E não demora muito...

E não demora muito...

E não demora muito, as minhas mãos estarão avelhantadas, eu sei.
E ainda assim sentirão o toque das tuas, ainda assim as segurarão.
Em qualquer momento desses o espelho vai me surpreender, vai me mostrar com todas as rugas, com seu jeito lascivo em que figura o tempo me transformou; e certamente vai querer saber onde estivemos enquanto o tempo em seu tempo passava.
Talvez olhemos cúmplices um para o outro e em  um saboroso uníssono responderemos:
_Não sei.
Ficaremos tristes?
_Provavelmente não, com certeza gargalharemos com os nossos olhos fulgentes de um adolescente amor.

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG 27/04/15


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